O incêndio que lavra há três dias em Arouca continua a ser o que mobiliza mais meios no país, com mais de 570 operacionais no terreno esta quinta-feira. O fogo foi reduzido durante a madrugada a uma frente ativa, mas o difícil acesso às zonas atingidas continua a dificultar o combate às chamas.
O incêndio que há dois dias lavra em Arouca já consumiu 1.300 hectares de floresta e continua a ser o que está a mobilizar mais operacionais esta quinta-feira.
Mais de 570 operacionais apoiados por 195 meios terrestres encontravam-se no terreno a combater o incêndio nas primeiras horas da manhã.
O fogo foi reduzido a uma frente ativa pelas 05h30, indicou uma fonte dos bombeiros à Lusa.
Este incêndio deflagrou às 21h50 de segunda-feira em Bouceguedim, na freguesia de Moldes, município de Arouca, e chegou a ter três frentes ativas.
O grande obstáculo tem sido as condições do terreno que dificultam o acesso dos meios terrestres perto das frentes de incêndio.
Fonte da Proteção Civil também indicou à Antena 1 que as localidades de Covêlo de Paivó, Cabreiros e Tebilhão estão livre de perigo.
Já em Boticas, o incêndio vai cedendo aos meios, mas as chamas entraram no concelho vizinho de Chaves, no distrito de Vila Real.
Mais de 350 operacionais e cerca de 115 veículos estavam a combater as chamas esta manhã.
A noite, com a diminuição da temperatura, deu ainda tréguas aos bombeiros noutros territórios, com três incêndios a entrar em resolução, com os meios a realizarem agora os trabalhos de rescaldo.
Em Torre de Moncorvo, o fogo foi dominado ao fim de quatro dias e mantêm-se mais de 370 operacionais no terreno, apoiados por uma centena de veículos.
Em Santo Tirso ainda estão cerca de 150 operacionais, quase 50 veículos.
Já Alijó conta com mais de 60 operacionais no terreno, com 20 veículos.
Cinco bombeiros ficaram feridos durante o combate às chamas em Alijó, na quarta-feira. Três operacionais foram assistidos no local e dois foram levados ao Hospital de Vila Real.
Os bombeiros foram "apanhados por uma rotação de vento" e escaparam para uma zona ardida, "mas que ainda estava muito quente", confirmou Vítor Ferreira, vice-presidente da autarquia e vereador com o pelouro da Proteção Civil, em declarações à Renascença.