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Suécia: militares querem expropriar propriedade junto a base naval de russo ligado ao Kremlin

Helicópteros Black Hawk suecos sobrevoam um navio da Marinha no arquipélago a sul de Estocolmo, 19 de abril de 2023
Helicópteros Black Hawk suecos sobrevoam um navio da Marinha no arquipélago de Estocolmo, a sul da cidade, a 19 de abril de 2023 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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A Suécia pôs fim a dois séculos de não-alinhamento militar e aderiu à NATO em 2024, após a invasão russa em grande escala da Ucrânia em 2022.

As Forças Armadas suecas anunciaram esta terça-feira que pediram ao governo a expropriação de uma propriedade pertencente a um cidadão russo, situada junto a uma base naval no arquipélago de Estocolmo.

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Num comunicado, as Forças Armadas explicaram que a propriedade se situa numa das vias de acesso à base naval de Muskö.

Meios de comunicação suecos noticiaram que o terreno pertence a um empresário russo com ligações ao Kremlin.

As Forças Armadas referem que o local “tem condições únicas para reforçar a defesa da base naval de Muskö, sobretudo contra drones” e que pertence atualmente a uma pessoa com cidadania russa.

“A evolução da utilização de drones por parte da Rússia alterou o quadro de ameaças para a Suécia”, afirmaram as Forças Armadas suecas.

Militares suecos participam no exercício Aurora 26 na área de treino militar de Väddö, em Estocolmo, 5 de maio de 2026
Militares suecos participam no exercício Aurora 26 na área de treino militar de Väddö, em Estocolmo, 5 de maio de 2026 AP Photo

“Há por isso necessidade de adotar medidas para proteger a Suécia da ameaça colocada por drones aéreos e marítimos”, acrescentaram as Forças Armadas.

A instituição acrescentou que a propriedade é “o único local” que não está à sua disposição “para estabelecer uma defesa eficaz” da base, “sobretudo contra drones”.

A Agência Sueca de Fortificações, que gere imóveis ligados à defesa, pediu assim, em nome das Forças Armadas, que o governo assuma a propriedade do terreno.

O jornal Expressen informou que a propriedade pertence ao empresário russo Stanislav Aleshchenko, que tem ligações ao presidente russo Vladimir Putin, embora o imóvel esteja formalmente em nome da mulher.

Meios de comunicação suecos já tinham revelado que Aleshchenko estava a construir uma grande casa de férias e que o governo analisou formas de travar a obra.

Bandeira da NATO içada ao lado da bandeira sueca durante uma cerimónia na base naval de Muskö, em Estocolmo, 11 de março de 2024
Bandeira da NATO içada ao lado da bandeira sueca durante uma cerimónia na base naval de Muskö, em Estocolmo, 11 de março de 2024 AP Photo

O canal público SVT avançou que a propriedade tem sido “uma pedra no sapato das Forças Armadas”.

“Enfrentamos a situação de segurança mais grave desde o fim da Segunda Guerra Mundial e a ameaça contra a Suécia e a Aliança é real”, declarou o chefe do Estado-Maior da Defesa, Carl-Johan Edstrom, citado no comunicado das Forças Armadas.

Suécia pôs fim a dois séculos de não-alinhamento militar e aderiu à NATO em 2024, após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Outras fontes • AFP

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