O anterior balanço mais elevado, para o mesmo período, remonta a 2022, quando foram reportadas 88 mortes nos primeiros sete meses do ano, de acordo com o Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS).
Entre janeiro e julho deste ano, contabilizaram-se em Portugal 92 mortes em meio aquático, segundo dados do Observatório do Afogamento divulgados esta quarta-feira pela Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS). Trata-se do "maior número de mortes por afogamento dos últimos 10 anos" para o mesmo período.
São, além do mais, mais 35 mortes do que as reportadas até ao final de maio, de acordo com os indicadores divulgados por essa mesma fonte em junho.
Em comunicado de imprensa a que a Euronews teve acesso, lê-se que os dados provisórios deste Observatório, que se sustentam na informação mais atualizada que existe sobre o tema, evidenciam ainda "um aumento de 15% relativamente a 2025, quando tinham sido contabilizadas 80 mortes até ao final de julho".
O valor registado nos últimos sete meses "ultrapassa também o anterior máximo da série analisada", referente a 2022, quando foram reportadas 88 mortes nos primeiros sete meses do ano.
Além do mais, a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores detalha que mais de dois terços das mortes por afogamento até ao final de julho de 2026 ocorreram nos rios e no mar, com 35 e 27 situações dessa natureza, respetivamente.
"Em conjunto, rios e mar representam 62 das 92 mortes registadas, correspondendo a 67,4% do total", informa o comunicado de imprensa citado.
Porém, foram igualmente contabilizadas seis mortes em barragens, seis em piscinas domésticas, cinco em poços, quatro em estradas inundadas e quatro em portos de abrigo. E não só: também em lagoas, piscinas de aldeamentos turísticos, piscinas de uso público, tanques e valas, com uma morte registada em cada um destes meios aquáticos.
Como sublinha o último relatório do Observatório do Afogamento, estes "dados demonstram, uma vez mais, que o risco de afogamento não se limita às praias marítimas, estando presente numa grande diversidade de meios aquáticos".
Razões que levam a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores a alertar para "a importância da prevenção do afogamento e da adoção de comportamentos seguros junto da água, particularmente durante os meses de verão, período em que aumenta significativamente a exposição da população aos diferentes meios aquáticos".