Macron descreveu Balladur como “exigente, ponderado e dedicado servidor público”, dizendo que “consagrou a vida à Quinta República”.
O antigo primeiro-ministro francês Edouard Balladur morreu aos 97 anos, informou a família à agência de notícias AFP.
A família avançou também que está prevista agora uma missa privada em sua memória, sem avançar mais pormenores.
Balladur foi primeiro-ministro entre março de 1993 e maio de 1995, durante a presidência de François Mitterrand, no chamado governo de “segunda coabitação”.
O presidente francês Emmanuel Macron prestou homenagem a Balladur nas redes sociais após a notícia da sua morte, qualificando-o como um “servidor público exigente, ponderado e dedicado” que “consagrou a sua vida à Quinta República”.
“Honro a sua memória e endereço os meus pensamentos à sua família e aos seus próximos”, escreveu Macron.
O atual primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, descreveu Balladur como um “estadista de espírito reformista”, acrescentando que “continuará a ser um modelo para muitos homens e mulheres da sua família política”.
Numa publicação na rede social X, Marine Le Pen apresentou igualmente condolências à família de Balladur e aos seus antigos colaboradores.
“Colocando de lado as divergências políticas que tivemos com aquele que foi primeiro-ministro entre 1993 e 1995, hoje devemos prestar homenagem a um estadista que marcou a vida pública francesa, que sempre manteve as suas convicções e a sua visão de serviço à República e que demonstrou sempre respeito pelo debate democrático”, escreveu.
Nascido em 1929 na Turquia, numa família de origem arménia, Balladur mudou-se para Marselha em 1934. Acabaria por instalar-se em Paris, onde estudou no prestigiado Sciences Po e na École Nationale d’Administration.
Viria mais tarde a tornar-se um dos principais conselheiros de Georges Pompidou, antigo presidente e primeiro-ministro francês, antes de se candidatar ele próprio à presidência em 1995. Foi eliminado na primeira volta das eleições, depois de ser ultrapassado por Lionel Jospin e Jacques Chirac, este último acabando por vencer.