EventsEventosPodcasts
Loader

Find Us

PUBLICIDADE

Ossos que "crescem" em laboratório

Ossos que "crescem" em laboratório
Direitos de autor 
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Os problemas ósseos podem ocorrer em qualquer idade. Muitas vezes, são necessárias cirurgias complexas para transplantar o tecido ósseo. A terapia

Os problemas ósseos podem ocorrer em qualquer idade. Muitas vezes, são necessárias cirurgias complexas para transplantar o tecido ósseo. A terapia seria bastante simplificada se os médicos pudessem regenerar, facilmente, tecidos ósseos específicos para cada paciente.

O professor Michael Rasse, da Universidade de Innsbruck, na Áustria, dirige a clínica de cirurgia maxilofacial que reconstrói ossos faciais danificados em acidentes graves ou por cancro. Este paciente submeteu-se a três cirurgias oncológicas, nos últimos dez anos. O maxilar teve de ser reconstruído a partir de fragmentos de ossos saudáveis retirados de várias partes do seu corpo.
Para este tipo de cirurgia é comum usar os próprios ossos do paciente, o que pode não ser o ideal…

“Não é o ideal, porque o osso que recolhemos não volta a crescer. Perde-se função muscular, sensibilidade, ficam cicatrizes e a duração da cirurgia é bastante longa”, informa Rasse.

Os implantes sintéticos ou de tecidos a partir de outros dadores podem ser rejeitadas pelo organismo do paciente. Um projeto europeu de investigação está a trabalhar num tratamento para superar estes problemas, no Fraunhofer Translational Centre de Wurzburg, na Alemanha.

De acordo como cientista Oliver Pullig garante que “a grande vantagem do nosso método é que estamos a usar as próprias células do corpo, por isso não há nenhuma reação de imunidade contra produtos estranhos e é, perfeitamente, aceite pelo organismo.”

Os cientistas estão a tentar desenvolver, no laboratório, implantes ósseos sob medida. Primeiro, tratam um intestino de porco para remover todas as células do suíno. Os vasos sanguíneos são preservados com precisão. De seguida, a estrutura de colagénio, já limpa, é preenchida com materiais de substituição óssea e com células estaminais do paciente.

“O intestino de porco é o material certo, por várias razões: primeiro, o processo de descelularização está muito bem estabelecido e, segundo, tem o tamanho certo, pois estamos à procura de implantes com poucos centímetros de comprimento… Estes grânulos são β – trifosfato de cálcio, um material semelhante ao osso, o chamado material de substituição óssea, gerado com células pluripotentes que recolhemos a partir da medula óssea do paciente”, explica o cientista Christoph Rücker.

A preparação do transplante é finalizada numa incubadora, proporcionando as condições necessárias para que o osso cresça. Os cientistas desenvolveram um extenso conjunto de ferramentas e materiais para tratar vários problemas ósseos, em diferentes idades.

Rücker conta que depois destes “testes pré-clínicos estamos à espera de começar os ensaios clínicos, com sucesso, até o final do ano. Se correr bem, no futuro, isso pode ser o caminho para o uso clínico. “

Com os olhos postos no futuro, a empresa austríaca DiaCoating pretende produzir implantes ósseos utilizando impressoras a três dimensões.

“No futuro, os cirurgiões poderão utilizar impressoras 3D, nas suas clínicas, para produzir implantes assim que chegue o paciente e receba um exame de ressonância magnética. Por isso, cada paciente vai receber um implante personalizado”, assegura a física Doris Steinmüller-Nethl.

Os cientistas estão a trabalhar numa combinação de cerâmica e polímeros com nanopartículas de diamante para imprimir substitutos ósseos compatíveis com o organismo, em qualquer tamanho ou forma.

Mais informações em: http://www.vascubone.fraunhofer.eu/

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Cientistas voltam atrás no tempo para salvar ecossistemas marinhos

Robô europeu promete mais competitividade ao setor da construção

Terapia experimental que mata cancro da mama sem afetar outras partes do corpo vence prémio europeu