Em caso de catástrofe, podemos contar com o Walk-Man

Em caso de catástrofe, podemos contar com o Walk-Man
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Em breve, o androide Walk-Man poderá substituir os humanos em contextos de alto risco. Para já, está ainda a aprender a andar e a mexer-se como nós.

Imagine um robô, com uma estrutura humana, capaz de salvar vidas em situações de catástrofe. Não tem de imaginar porque o Instituto Italiano de Tecnologia de Génova criouo projeto Walk-Man. Em breve, este androide poderá substituir os humanos em contextos de alto risco. Para já, está ainda a aprender a andar e a mexer-se como nós.

Um dia, poderá salvar-nos a vida. Mas primeiro o Walk-Man precisa de aprender a enfrentar os perigos à sua volta. A equipa de cientistas por detrás do projeto está a aperfeiçoar o software para que este robô possa manter o equilíbrio em superfícies instáveis.

Nikolaos Tsagarakis, do Instituto Italiano de Tecnologia, explica-nos que “este é um robô antropomórfico, que efetua movimentos idênticos aos do corpo humano. A mão tem cinco dedos, por exemplo, incluindo o polegar. Nós criámo-lo para intervir em situações muito precisas e exigentes. Os objetos do dia a dia foram desenhados para se adaptarem à configuração do corpo humano. Um robô com uma configuração idêntica pode executar as mesmas tarefas, mas de forma mais otimizada”.

Claudio Rosmino and his team from the euronews are visiting our lab for a WALK-MAN cover! euronews</a> <a href="https://twitter.com/IITalk">IITalkpic.twitter.com/N32uHExmw2

— WALK-MAN (@WalkmanRobot) 19 de setembro de 2016

O Walk-Man tem 1 metro e 80, está equipado com um scanner a laser 3D e dispõe de um sistema de visão estereoscópica. Os cientistas deste projeto, que recebe o apoio da Comissão Europeia, preveem a intervenção de um operador apenas quando a resolução dos problemas de locomoção e equilíbrio for demasiado complexa. Mas os limites ainda estão por definir. O Walk-Man até já conduziu um carro.

“Colocámos sensores dentro das juntas para sabermos a posição de cada uma delas. Também instalámos sensores de binário para medir as forças presentes no contexto à volta”, diz-nos o investigador Ioannis Sarakoglou, que salienta também que a potência deste robô “é muito semelhante à de um carro de média dimensão. Cada junta principal, seja no joelho ou na anca, onde se concentra muito esforço, tem uma potência idêntica à de uma scooter de 50 de cilindrada”.

Outro cientista, Jörn Malzahn, fala-nos da inspiração que foram buscar a vários princípios biológicos: “Um deles consiste na otimização do consumo de energia entre os mecanismos termodinâmicos que têm a capacidade de recuar: o balanço provocado pelo movimento natural do corpo torna desnecessário estar sempre a injetar energia no robô. Ou seja, é a gravidade que acaba por o fazer mexer. É este tipo de soluções que nos inspira, que torna os robôs mais energeticamente eficientes e com uma autonomia bastante maior do que a disponível neste momento”.

No final de 2017, o Walk-Man vai enfrentar literalmente uma prova de fogo. A Proteção Civil italiana vai testar as suas capacidades numa missão específica: terá de conseguir resgatar uma pessoa de um edifício em chamas.

Produced by Claudio Rosmino

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