Uber alia-se à empresa irlandesa de drones Manna, que já entrega pequenos objetos, como carregadores ou medicamentos, em Dublin, em cerca de três minutos
Uber prepara lançamento de um serviço comercial de entregas por drone na Irlanda, assinalando a primeira utilização de drones da plataforma na Europa.
A empresa está a associar-se à Manna, um operador comercial de drones que já efetua entregas de (fonte em inglês)pequenos objetos, como carregadores de telemóvel, produtos farmacêuticos e comida, a pessoas em Dublin e Cork em cerca de três minutos.
Serviço arranca primeiro na Irlanda, mas deverá ser alargado a mais cidades europeias no futuro, indicaram as empresas.
«Esta parceria com a Uber representa um momento decisivo para as entregas por drone», afirmou Eoghan Huston, diretor de operações da Manna. «O nosso objetivo mantém-se simples: construir a infraestrutura de entregas mais segura, rápida e sustentável do mundo», acrescentou.
«As entregas por drone têm potencial para tornar possível um futuro em que tudo, do jantar aos bens essenciais do dia a dia, chega em minutos e não em horas», afirmou a empresa em comunicado.
Uber lançou uma parceria com a empresa de drones Flytrex, nos Estados Unidos, em setembro passado, para iniciar um serviço de entregas por drone que pretende reduzir os tempos de entrega, baixar custos e diminuir as emissões face aos métodos tradicionais.
A Manna já realizou mais de 250 000 entregas por drone na Europa, segundo a empresa. No ano passado, também fechou um acordo de entregas com a JustEat Takeaway.com. Para lá da Irlanda, a Manna efetuou testes noutros países, como a Finlândia (fonte em inglês), e desenvolveu um projeto no Texas (fonte em inglês).
Outras empresas também iniciaram serviços de entrega por drone na Europa. A Wing, empresa de drones detida pela Alphabet, casa-mãe da Google, realizou testes de entrega com drones na Suíça (fonte em inglês), na Irlanda, no Reino Unido e na Finlândia.
A empresa de drones Aviant iniciou entregas em Lillehammer, na Noruega, em 2024. Aí, as pessoas podem encomendar até 1,5 quilograma de produtos como medicamentos, géneros alimentares e comida pronta.
A Amazon tentou lançar um serviço de entregas por drone em Itália, mas acabou por cancelar o programa em dezembro passado devido a questões regulamentares, segundo a Reuters.