Com as novas e potentes inovações em IA, o fabricante taiwanês de computadores Gigabyte quer capacitar o mundo para um futuro melhor
Em poucos anos, a inteligência artificial (IA) transformou por completo a tecnologia e, com ela, o mundo.
Segundo o fabricante taiwanês de computadores Gigabyte, o próximo passo importante passa por alargar o acesso a esta tecnologia; a empresa apresentou a sua ambiciosa visão para democratizar a IA na edição deste ano do Mobile World Congress (MWC), em Barcelona.
"Acreditamos que a IA será benéfica para todos quando estiver ao alcance de muito mais pessoas", afirmou Jack Chou, especialista de marketing de marca da Gigabyte, à Euronews Next.
"Estamos a disponibilizar soluções de IA à escala de bastidor, à escala de infraestrutura e até para utilizadores finais, numa tentativa de levar a computação de IA a diferentes tipos de utilizadores, para que possamos, em conjunto, concretizar esta visão para a IA", acrescentou Chou, ao descrever a missão de tornar a computação de IA mais ubíqua.
Fundada em 1986, a Gigabyte tornou-se rapidamente um dos principais fabricantes mundiais de placas-mãe de computadores.
Desde então, alargou significativamente o seu portefólio, lançando infraestruturas de IA de ponta a ponta e, mais recentemente, redes de telecomunicações baseadas em IA e supercomputadores de IA especializados.
Do entretenimento ao empoderamento
No centro da nova estratégia da empresa está uma mudança para uma computação que deixa de ser apenas para entretenimento e passa a servir sobretudo o empoderamento generalizado.
"No passado, fornecíamos soluções de computação para utilizadores finais [consumidores], muitas vezes usadas sobretudo para entretenimento e jogos, mas agora acreditamos que estamos a dar mais poder às pessoas com a computação de IA, permitindo que desenvolvam os seus próprios modelos de IA em casa e criem as suas próprias invenções baseadas em IA", explicou Chou.
A Gigabyte tem igualmente vindo a experimentar a chamada IA física, que envolve robôs capazes de aumentar a produtividade e a eficiência dos fabricantes.
"Desenvolvemos o grande cérebro e o pequeno cérebro para a IA física no centro de dados e treinamos a inteligência dos robôs em clusters (agrupamentos de dados num algoritmo de aprendizagem automática), bastidores e servidores. Depois, quando os robôs vão para o terreno, os nossos sistemas industriais embebidos permitem que o cérebro do robô veja e interaja com o mundo real", disse Chou.
Inovação responsável em IA
Numa altura de crescentes preocupações com o forte impacto ambiental dos centros de dados de IA, que consomem grandes quantidades de água, Chou sublinhou também que a sustentabilidade continua a ser uma prioridade nas inovações de alto desempenho da Gigabyte.
"A Gigabyte procura uma computação de IA verde e sustentável, integrando tecnologias de arrefecimento avançadas, como o arrefecimento líquido direto e o arrefecimento por imersão. Estas tecnologias permitem-nos fazer a gestão térmica com menos energia, o que compensa o consumo energético da computação de IA", afirmou.
"O centro de dados de IA acaba por consumir menos energia no total, o que nos permite obter melhor desempenho com uma operação mais ecológica e sustentável."