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Elon Musk confronta advogado da OpenAI no terceiro dia de julgamento sobre a criadora do ChatGPT

Elon Musk atravessa um corredor no interior do Tribunal Distrital dos EUA em Oakland, Califórnia, na quarta-feira, 29 de abril de 2026
Elon Musk atravessa um corredor no Tribunal Distrital dos EUA em Oakland, Califórnia, quarta-feira, 29 de abril de 2026. Direitos de autor  AP Photo/Godofredo A. Vásquez
Direitos de autor AP Photo/Godofredo A. Vásquez
De Roselyne Min com AP
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Elon Musk acusou um advogado da OpenAI de fazer perguntas enganosas, concebidas para o atrair ao erro a ele e ao júri, no terceiro dia do julgamento de alto risco contra o criador do ChatGPT

Aumenta a tensão entre Elon Musk e o advogado da OpenAI esta quinta-feira, à medida que a batalha judicial com o fabricante do ChatGPT entra no terceiro dia.

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Em causa está a alegação de Musk de que a OpenAI abandonou a missão com que foi criada e se transformou numa empresa com fins lucrativos.

A defesa da OpenAI nega qualquer irregularidade e já afirmou que o processo de Musk visa travar o rápido crescimento da empresa e reforçar a sua própria empresa xAI, lançada em 2023.

Durante a sessão de quinta-feira, o advogado da OpenAI, William Savitt, questionou Musk sobre um depoimento anterior em que este disse que a OpenAI não violaria necessariamente os compromissos fundadores se os lucros dos investidores fossem limitados.

"Depende de quão alto é o teto", respondeu Musk. Savitt ripostou, perguntando: "Mas essa não foi a sua resposta completa ontem, pois não?". Musk reagiu dizendo que "poucas respostas serão completas, sobretudo se me interromper constantemente".

Acrescentou que, se o teto for "altíssimo", então a OpenAI passa "na prática a ser uma empresa com fins lucrativos".

A juíza Yvonne Gonzalez Rogers questionou também a equipa jurídica de Musk sobre o facto de o multimilionário estar agora a criar uma empresa no mesmo setor da OpenAI.

"O seu constituinte, apesar destes riscos, está a criar uma empresa exatamente na mesma área", disse aos advogados de Musk.

Savitt perguntou ainda a Musk sobre as outras empresas que dirige, incluindo Tesla, SpaceX, Neuralink e X, e se todas têm fins lucrativos. Musk respondeu que sim e afirmou acreditar que cada uma delas é "socialmente benéfica".

Savitt quis saber por que motivo Musk não criou ele próprio uma organização sem fins lucrativos, oito anos depois de ter deixado a OpenAI.

"Pensei que tinha criado uma organização sem fins lucrativos com a OpenAI, mas roubaram-ma", respondeu Musk, acrescentando que esse é "o fundamento inteiro desta ação".

Musk acusou Savitt de fazer perguntas enganadoras, concebidas para o confundir a ele e ao júri.

Musk fez ainda referência aos filmes "O Exterminador Implacável" ao falar sobre inteligência artificial e o futuro da humanidade. A juíza Rogers pediu a ambas as partes que não transformassem o processo num debate alargado sobre os riscos existenciais da IA.

"As pessoas não querem colocar o futuro da humanidade nas mãos do sr. Musk", disse Rogers.

"Este não é um julgamento sobre os riscos de segurança da inteligência artificial. Não é um julgamento sobre se a IA prejudicou ou não a humanidade", afirmou.

O julgamento, num tribunal federal em Oakland, na Califórnia, nos Estados Unidos, está previsto prolongar-se até ao final de maio. A juíza Rogers dispensou Musk do banco das testemunhas esta quinta-feira, mas ele poderá ser novamente chamado.

Musk foi o maior financiador individual do fabricante do ChatGPT na fase inicial, contribuindo com mais de 44 milhões de dólares (38 milhões de euros) para a então start-up.

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