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Estados Unidos: esperança de vida atinge recorde de 79 anos no ano passado

Arquivo - Pessoas em contraluz ao pôr do sol enquanto correm no Shawnee Mission Park, a 26 de setembro de 2024, em Shawnee, Kansas
ARQUIVO - Pessoas correm ao pôr do sol no Shawnee Mission Park, recortadas contra o céu, a 26 de setembro de 2024, em Shawnee, Kansas Direitos de autor  AP Photo/Charlie Riedel, File
Direitos de autor AP Photo/Charlie Riedel, File
De Euronews, AP
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Em comparação, a esperança de vida à nascença na UE é de 81,7 anos.

Esperança de vida nos EUA subiu para 79 anos em 2024, o valor mais alto de sempre na história dos Estados Unidos.

Resultado não só da atenuação da pandemia de COVID-19, como também da queda das taxas de mortalidade nas principais causas de morte no país, incluindo doenças cardíacas, cancro e overdoses de droga.

Além disso, estatísticas preliminares apontam para nova melhoria em 2025.

“São, no essencial, boas notícias em toda a linha”, disse Robert Anderson, do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), que divulgou os dados de 2024 na quinta-feira.

Medida fundamental da saúde de uma população, a esperança de vida estima o número médio de anos que um bebé nascido num dado ano poderá viver, atendendo às taxas de mortalidade desse período.

Durante décadas, a esperança de vida nos EUA foi crescendo, ainda que pouco, quase todos os anos, graças aos avanços médicos e às medidas de saúde pública. Atingiu o pico em 2014, ligeiramente abaixo dos 79 anos.

Ficou relativamente estagnada durante alguns anos antes de cair abruptamente à medida que a pandemia de COVID-19 matou mais de 1,2 milhões de norte-americanos. Em 2021, desceu para pouco menos de 76 anos e meio. Desde então, tem recuperado.

Os dados refletem não só uma inversão completa face à pandemia, como também uma melhoria duradoura na epidemia de overdoses de droga, disse Andrew Stokes, investigador na Universidade de Boston.

A má notícia é que os EUA continuam abaixo de dezenas de outros países, assinalou Stokes.

“Há ainda muito por fazer”, afirmou.

Em comparação, a esperança de vida à nascença na UE é de 81,7 anos, segundo dados preliminares de 2024.

Em 2024, morreram cerca de 3,07 milhões de residentes nos EUA, menos cerca de 18 mil do que no ano anterior. As taxas de mortalidade diminuíram em todos os grupos raciais e étnicos, tanto em homens como em mulheres.

As doenças cardíacas continuaram a ser a principal causa de morte no país, mas a respetiva taxa de mortalidade caiu cerca de 3% pelo segundo ano consecutivo. Deve resultar de uma combinação de fatores, incluindo avanços nos tratamentos médicos e no controlo do peso, disse Sadiya Khan, cardiologista que trata e investiga doenças do coração na Universidade Northwestern.

As mortes por lesões não intencionais (categoria que inclui overdoses de droga) foram as que mais caíram, mais de 14 por cento em 2024. A COVID-19, que há poucos anos era a terceira principal causa de morte no país, saiu do top 10 em 2024.

A queda da COVID-19 fez com que o suicídio entrasse para o top 10, apesar de os suicídios terem diminuído em 2024. Os homicídios também caíram nesse ano, refere o relatório desta semana.

As estatísticas de mortalidade de 2025 ainda não estão finalizadas, mas dados preliminares apontam para cerca de 3,05 milhões de óbitos registados. O número pode aumentar à medida que mais certidões de óbito são reunidas e analisadas, mas Anderson disse esperar que o ano passado acabe por representar, pelo menos, uma ligeira melhoria face a 2024.

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