Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Comissão parlamentar francesa aprova novo texto da lei da eutanásia após veto no Senado

A Comissão dos Assuntos Sociais da Assembleia Nacional francesa deu esta quarta-feira luz verde à proposta de lei sobre morte assistida.
A Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Nacional francesa deu esta quarta-feira luz verde ao projeto de lei sobre morte assistida. Direitos de autor  ASSOCIATED PRESS
Direitos de autor  ASSOCIATED PRESS
De Marta Iraola Iribarren
Publicado a Últimas notícias
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

A Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Nacional francesa aprovou o novo texto da lei da morte assistida após a rejeição no Senado, abrindo caminho a uma votação em plenário a 24 de fevereiro.

A Comissão dos Assuntos Sociais da Assembleia Nacional francesa deu esta quarta-feira luz verde à proposta de lei sobre a morte assistida.

A decisão da Comissão dos Assuntos Sociais – responsável por analisar e alterar a legislação em matéria de saúde, segurança social, família e trabalho – surge após a rejeição do texto pelo Senado na semana passada, que devolveu a proposta à câmara baixa para uma segunda leitura.

Emmanuel Macron prometeu em 2022 avançar com uma lei sobre morte assistida após a sua reeleição. Apresentada oficialmente em 2024, a iniciativa foi aprovada pela Assembleia Nacional em maio de 2025.

«A votação da Assembleia Nacional sobre os textos relativos ao desenvolvimento dos cuidados paliativos e à ajuda a morrer constitui uma etapa importante. Com respeito pelas sensibilidades, dúvidas e esperanças, abre-se, pouco a pouco, o caminho de fraternidade que desejava. Com dignidade e humanidade», escreveu então o Presidente francês, Emmanuel Macron, na rede X.

A 28 de janeiro, o Senado rejeitou o diploma, com 181 votos contra e 122 a favor, o que levou à reanálise do texto pela comissão esta semana.

O texto aprovado pela comissão reproduz a versão de maio de 2025, com uma alteração central: a supressão de uma cláusula que excluía explicitamente o «sofrimento apenas psicológico» dos critérios de elegibilidade.

O próximo passo arranca a 16 de fevereiro, com o início do debate em plenário da Assembleia. A votação solene está marcada para 24 de fevereiro.

Se o texto for aprovado uma segunda vez, regressará ao Senado. Se não houver acordo nessa fase, a última palavra caberá à Assembleia Nacional.

A presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, afirmou que pretende ver o texto adotado até ao verão.

Alcance da lei proposta

A proposta de lei cria um direito à morte assistida para adultos com doenças graves e incuráveis em fase avançada ou terminal.

Só quem, devido ao seu estado físico, não o puder fazer sozinho poderá receber ajuda de um médico ou de um enfermeiro. Os doentes terão de ter mais de 18 anos e ser cidadãos franceses ou residentes no país.

Uma equipa de profissionais de saúde – pelo menos dois médicos e um enfermeiro – terá de confirmar que o doente sofre de uma doença grave e incurável «em fase avançada ou terminal», com sofrimento constante devido a dores intoleráveis e intratáveis, e que solicita, de livre vontade, a medicação letal.

A proposta de lei prevê ainda uma cláusula de consciência para os profissionais de saúde que não queiram participar neste procedimento, obrigando-os a encaminhar o doente para outros profissionais.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Décadas de regulação do tabaco mostram como travar alimentos ultraprocessados

Dia Mundial do Cancro: estudo identifica principais causas evitáveis

Bebés conseguem classificar objetos aos dois meses, revela estudo