A Europa lidera a lista dos melhores países para reformados viajarem, com descontos de transporte para visitantes, experiências que valorizam a idade e restaurantes com selo Michelin.
A reforma pode significar deixar para trás o trabalho das 9 às 17 horas, mas não implica abdicar das viagens.
Na realidade, com a população mundial de pessoas de 65 anos prevista atingir 1,5 mil milhões até 2050, estudos indicam que os seniores não riscam as viagens da lista de desejos: pelo menos 65% vêem nas viagens a forma ideal de aproveitar esta fase da vida, de acordo com um estudo da Booking.com.
Para quem tem mais tempo livre para explorar o mundo, alguns destinos são mais adequados do que outros – e é aqui que entram as últimas conclusões do inquérito “Where Being 60 Beats Being 20: The Best Countries for Retirees in 2026” da Firebird Tours (fonte em inglês).
A pensar nos viajantes mais velhos, os especialistas em viagens sediados na Suíça analisaram 100 países em todo o mundo e avaliaram-nos em sete categorias: densidade da população com mais de 65 anos, disponibilidade de descontos para seniores, facilidade para andar a pé, cuidados de saúde, segurança e experiências culturais que valorizam a idade.
A Europa destaca-se, ao assegurar oito dos 10 primeiros lugares da tabela, enquanto 18 países europeus entram no top 25.
Quais são os melhores países para reformados?
Eleito melhor destino para viajantes reformados, graças aos descontos em museus, aos descontos no transporte público e a uma classificação máxima de cinco em caminhabilidade, o Japão ocupa o primeiro lugar.
A Firebird Tours concluiu também que este país da Ásia Oriental tem a maior proporção de pessoas com 65 anos ou mais, 29,5%. Segundo a empresa, “o Japão não tem apenas a população mais envelhecida do mundo, construiu uma sociedade em torno dela”.
“O resultado é um destino que recompensa os viajantes mais velhos a cada passo. A entrada no Museu Nacional de Tóquio, um dos mais visitados da Ásia, é gratuita para maiores de 70 anos durante todo o ano”, acrescenta.
Os restantes quatro países do top cinco são todos europeus: a Alemanha surge em segundo lugar, a Espanha em terceiro, a Eslovénia em quarto e a Suíça fecha o top cinco.
A Alemanha lidera a Europa, com 23,7% da população com 65 anos ou mais. Oferece descontos até 70% no transporte público através do programa BahnCard, de que os visitantes também podem beneficiar. O país conta ainda com 54 sítios classificados como Património Mundial da UNESCO e 336 restaurantes com estrelas Michelin, onde os viajantes mais velhos podem mergulhar na cultura e gastronomia locais.
Em Espanha, a capital, Madrid, obteve a classificação máxima em caminhabilidade e o sistema de saúde do país ocupa o 15.º lugar a nível mundial. Os viajantes séniores beneficiam também de um desconto de 50% no Museu do Prado, além de poderem visitar 50 sítios classificados como Património Mundial da UNESCO. Um dos pontos menos favoráveis é o facto de o desconto nos transportes para seniores estar reservado apenas a residentes.
Segundo a Firebird Tours, a entrada da Eslovénia “foi o resultado que ninguém previu e a história mais interessante do índice”, à frente de países como a Suíça, França e Itália. Apesar de pouco mediática como destino turístico nos meios de língua inglesa, o país ocupa o terceiro lugar no Global Peace Index, o que o torna um dos destinos mais seguros. Os viajantes mais velhos beneficiam também de um desconto de 50% no transporte para seniores acessível a visitantes da UE e de quase 27% de desconto no Museu Nacional de História Contemporânea.
A Suíça entra no ranking graças ao desconto de 50% no transporte público para visitantes através do GA TravelCard. Para os mais velhos com gosto por doces, o Museu do Chocolate Lindt, em Zurique, oferece durante todo o ano descontos para seniores e a classificação máxima em caminhabilidade do país significa que todas essas calorias de chocolate podem ser facilmente queimadas a caminhar.
No que toca aos países com melhores descontos em transportes para visitantes, o top oito da Firebird é quase totalmente dominado por países europeus. A única exceção é o Canadá, em sétimo lugar.
Apesar de a França surgir em 24.º lugar na classificação geral, lidera no número de restaurantes com estrela Michelin, com 641 estabelecimentos à disposição dos viajantes.
A classificação geral
- 1. Japão
- 2. Alemanha
- 3. Espanha
- 4. Eslovénia
- 5. Suíça
- 6. Áustria
- 7. Dinamarca
- 8= Finlândia
- 8= Países Baixos
- 10. Canadá
- 11. Itália
- 12. Chéquia
- 13= Hungria
- 13= Croácia
- 15= Polónia
- 15= Austrália
- 17= Portugal
- 17= Bélgica
- 19. Grécia
- 20. Estados Unidos
- 21. Bulgária
- 22. Tailândia
- 23. Suécia
- 24. França
- 25= Singapura
- 25= Coreia do Sul