Trump tinha anunciado na quinta-feira que os líderes de Israel e do Líbano iriam falar sobre o fim dos combates, no que teria sido a primeira conversa direta em mais de 30 anos.
Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias a partir de quinta-feira, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, depois de falar com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e o presidente do Líbano, Joseph Aoun.
"Estes dois líderes concordaram que, para alcançar a PAZ entre os seus países, irão iniciar formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias às 17h00 (hora da costa leste dos EUA)", disse Trump numa publicação na sua rede social Truth, sem mencionar o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão. Serão as 22:00 em Portugal.
"Convidarei o primeiro-ministro de Israel, Bibi Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, para a Casa Branca para as primeiras conversações significativas entre Israel e o Líbano desde 1983, há muito tempo", escreveu Trump numa publicação separada, alguns minutos depois.
Durante o frágil cessar-fogo com o Irão, prosseguiram os combates no Líbano entre Israel e o Hezbollah.
Trump tinha anunciado na quinta-feira que os líderes de Israel e do Líbano iriam falar sobre o fim dos combates. Se isso acontecesse, seria a primeira conversa direta entre os líderes dos dois países em mais de 30 anos.
Mas o presidente do Líbano recusou-se a falar com o primeiro-ministro de Israel, disse um funcionário do governo familiarizado com os acontecimentos.
O funcionário do governo, que falou sob condição de anonimato de acordo com os regulamentos, disse que as observações foram feitas durante uma chamada com o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio e que Washington "entende a posição do Líbano".
O gabinete de Aoun reconheceu o telefonema com Rubio, mas não mencionou a possibilidade de conversações com Netanyahu. O gabinete de Netanyahu também não o fez.
O Líbano e Israel realizaram as suas primeiras conversações diplomáticas diretas em décadas na terça-feira, em Washington, após mais de um mês de guerra entre Israel e o Hezbollah. O Líbano insistiu num cessar-fogo para pôr termo aos combates entre Israel e o Hezbollah antes de encetar conversações diretas, ao mesmo tempo que prometeu comprometer-se a desarmar o grupo.
Washington não declarou publicamente o seu apoio a um cessar-fogo como condição prévia e o Governo israelita considerou as conversações como negociações de paz centradas no desarmamento do Hezbollah.
Israel e o Hezbollah continuaram a trocar tiros através da fronteira, com o Hezbollah a atacar cidades no norte de Israel com foguetes e drones. O fogo israelita contra o sul do Líbano intensificou-se, especialmente em torno das cidades de Tiro, Nabatieh e da cidade estratégica de Bint Jbeil, perto da fronteira com Israel.
Israel e o Líbano estão tecnicamente em guerra desde a criação de Israel, em 1948, e o Líbano continua profundamente dividido no que se refere ao envolvimento diplomático com Israel.
As tropas israelitas entraram mais profundamente no sul do Líbano para criar aquilo a que as autoridades chamaram uma "zona de segurança", que, segundo Netanyahu, se estenderá pelo menos 8 a 10 quilómetros para o interior do Líbano.
Os atuais combates tiveram início a 2 de março, quando o Hezbollah lançou ataques aéreos contra Israel, alegadamente como retaliação pelo assassinato do líder supremo iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, no início da guerra contra o Irão.