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Pentágono revela que os EUA já gastaram 29 mil milhões de dólares na guerra contra o Irão

O Secretário da Defesa, Pete Hegseth, depõe na audiência da subcomissão de Apropriações do Senado sobre o pedido de orçamento para o Departamento da Defesa. 12 de maio de 2026, Washington.
O Secretário da Defesa, Pete Hegseth, depõe na audiência da subcomissão de Apropriações do Senado sobre o pedido de orçamento para o Departamento da Defesa. 12 de maio de 2026, Washington. Direitos de autor  AP Photo/Alex Brandon
Direitos de autor AP Photo/Alex Brandon
De Evelyn Ann-Marie Dom
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O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, enfrentou fortes críticas de democratas e republicanos sobre os custos da guerra, os objetivos de Trump e a redução das reservas de armas.

O Pentágono declarou que o custo da guerra contra o Irão aumentou para 29 mil milhões de dólares (24,7 mil milhões de euros), ou seja, mais cerca de 4 mil milhões de dólares do que a estimativa apresentada há duas semanas.

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A atualização da estimativa surge no meio de preocupações crescentes dos legisladores americanos sobre o custo da guerra e o seu impacto na diminuição das reservas de armas dos Estados Unidos.

Uma grande parte do montante foi destinada à substituição de munições e à reparação de equipamento. De acordo com o controlador do Pentágono, Jay Hurst, a estimativa não tem em conta o custo da reparação ou reconstrução das instalações militares americanas danificadas na região.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, voltou a ser criticado na terça-feira pelos legisladores do Congresso sobre a diminuição das reservas de armas dos EUA, o custo crescente da guerra e o objetivo final do presidente Donald Trump.

Embora Hegseth tenha adotado um tom mais moderado do que na sessão do mês passado — na qual enfrentou críticas semelhantes —, chamou a atenção o facto do chefe do Pentágono ter encontrado, desta vez, uma resistência muito maior dentro do próprio Partido Republicano.

Secretário de Estado da Defesa, Pete Hegseth, depõe na audiência da Subcomissão de Dotações do Senado, Washington, 12 de maio de 2026.
Secretário de Estado da Defesa, Pete Hegseth, depõe na audiência da Subcomissão de Dotações do Senado, Washington, 12 de maio de 2026. AP Photo/Alex Brandon

Hegseth rejeitou as alegações de que Washington está a ficar sem stocks de armas: "Não concordo com a caraterização de que as munições estão esgotadas num fórum público", disse. "Isso não é verdade."

Ao mesmo tempo, o secretário da defesa disse aos legisladores da Câmara e do Senado que supervisionam os gastos com a defesa que a administração Trump está a trabalhar para aumentar a produção de armas.

Hegseth também enfrentou perguntas sobre a proposta de orçamento militar da administração para 2027, bem como o impacto da guerra no financiamento militar.

O deputado republicano da Califórnia Ken Calvert, presidente do subcomité da Câmara, questionou se a guerra com o Irão poderá estar a enfraquecer a prontidão de Washington a longo prazo.

"Persistem dúvidas sobre se estamos a construir a profundidade e a confiança necessárias para um conflito de alto nível", afirmou Calvert.

Quando questionado sobre um possível plano para acabar com a guerra - esforços que até agora não conseguiram ganhar força no Congresso - Hegseth disse que Washington tem "um plano para escalar se necessário".

"Temos um plano para retroceder, se necessário. Temos um plano para deslocar ativos", acrescentou, sem mais detalhes.

Durante a audiência, que se prolongou por quatro horas, o secretário da Defesa também enfrentou críticas devido ao agravamento das tensões entre Washington e vários aliados históricos dos Estados Unidos.

"Parece-me que muitos dos países europeus pensam que estamos a reduzir a nossa influência, que estão por sua conta. E que, de alguma forma, a liderança americana não é essencial para o futuro da NATO", disse o senador do Kentucky Mitch McConnell a Hegseth.

"Eu diria que é essencial que continuemos a ser líderes", acrescentou McConnell, descrevendo a NATO como "a aliança militar mais importante da história mundial".

Navios de carga ancorados ao largo da costa no Estreito de Ormuz, Irão, 4 de maio de 2026.
Navios de carga ancorados ao largo da costa no Estreito de Ormuz, Irão, 4 de maio de 2026. Amirhosein Khorgooi/ISNA via AP

As relações entre Trump e a NATO deterioraram-se depois dos Estados-membros terem recusado os apelos do presidente norte-americano para apoiar os esforços, liderados por si e pelo primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, de reforçar a segurança no Estreito de Ormuz, na sequência dos ataques lançados contra o Irão em fevereiro.

Os líderes do Reino Unido, da Alemanha, de França e o presidente finlandês Alexander Stubb recusaram-se a ajudar Trump, afirmando que a NATO é uma aliança defensiva e que não são obrigados a participar numa guerra de agressão.

Os EUA e o Irão continuam num impasse no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás mundial. O encerramento da via navegável agitou os mercados mundiais, fazendo disparar os preços da energia e alimentando os receios de escassez de abastecimento.

Outras fontes • AP

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