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Alemanha fica sem lugar no Conselho de Segurança da ONU

Membros do Conselho de Segurança reunidos na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, em 14 de abril de 2026
Membros do Conselho de Segurança em sessão na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, 14 de abril de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
Publicado a Últimas notícias
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Em escrutínios secretos da Assembleia Geral para os lugares europeus, Portugal e a Áustria obtiveram, respetivamente, 134 e 131 votos, enquanto a Alemanha conseguiu 104.

A Alemanha não conseguiu, esta quarta-feira, pela primeira vez, garantir um lugar no Conselho de Segurança da ONU, com Portugal e a Áustria a obterem mais votos para as duas vagas da Europa Ocidental a partir de 2027.

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas tem 15 membros: cinco permanentes – os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França e o Reino Unido – e 10 eleitos por mandatos de dois anos, renovados de forma faseada, com lugares atribuídos a diferentes regiões do mundo.

Na votação secreta da Assembleia Geral para os lugares europeus, Portugal e a Áustria obtiveram, respetivamente, 134 e 131 votos, contra 104 da Alemanha.

Membro do G7, a Alemanha é a maior economia da Europa e é considerada o pilar político e de segurança do continente.

Wadephul fez campanha em busca de apoio até ao último momento

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, manteve conversações intensas com diplomatas e representantes governamentais em Nova Iorque para promover a candidatura alemã e, até poucas horas antes da votação, continuava a manifestar confiança.

Na campanha, Wadephul destacou o papel da Alemanha como um dos maiores contribuintes financeiros do sistema da ONU, bem como o seu envolvimento em missões de paz. O governo federal também prometeu aos Estados africanos apoio à sua exigência de maior influência no Conselho de Segurança.

Desde o início, porém, a candidatura foi considerada difícil. Ao contrário das candidaturas anteriores, desta vez a Alemanha enfrentava dois concorrentes sérios.

Os círculos diplomáticos também viram com olhos críticos o facto de o governo federal não ter descrito claramente os ataques dos EUA ou de Israel ao Irão como violações do direito internacional. Os observadores viram nisso uma potencial desvantagem para a candidatura.

Outra desvantagem foi o facto de a Áustria já ter anunciado a sua candidatura em 2011, seguida por Portugal em 2013. Berlim só entrou oficialmente na corrida em 2020, o que lhe deixou significativamente menos tempo para angariar apoios.

Outras fontes • AFP

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