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Serviços secretos dos EUA investigam vídeo iraniano que ameaça filho de Trump

Serviço Secreto dos Estados Unidos
Serviço Secreto dos Estados Unidos Direitos de autor  آسوشیتدپرس
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De Euronews Persian
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A agência confirmou conhecer a emissão ligada aos Guardas da Revolução Iraniana sobre o filho mais novo do presidente dos EUA, que anunciava uma recompensa de 10 milhões de dólares e dizia que os seus movimentos eram “totalmente vigiados”.

Os serviços secretos norte-americanos confirmaram que estão a investigar um vídeo transmitido pelos media estatais iranianos que aparenta ameaçar a vida de Barron Trump, o filho mais novo do presidente Donald Trump.

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“Os serviços secretos dos Estados Unidos tem conhecimento do vídeo e investiga qualquer coisa que possa ser percebida como uma ameaça aos nossos protegidos”, afirmou o porta-voz Nate Herring em comunicado divulgado na terça-feira.

“Por motivos de segurança operacional, não comentamos questões de inteligência de proteção”, acrescentou Herring.

No início da semana, a televisão estatal iraniana transmitiu um vídeo que alegadamente acompanha os movimentos de Barron Trump e afirma que foi colocada uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros) pela sua morte.

As imagens, divulgadas por media ligados à Guarda Revolucionária do Irão e emitidas no Canal 3 da televisão estatal iraniana, tinham o título “Onde e como devemos matar Barron Trump?”.

Diziam mostrar a localização da universidade que frequenta, os veículos de escolta e a disposição da equipa dos serviços secretos, alegando que os seus movimentos estavam “totalmente vigiados”.

Barron Trump
Barron Trump AP

O vídeo alegava ainda que “uma rapariga” teria conseguido ultrapassar a proteção dos serviços secretos, sentar-se com Barron Trump, de 20 anos, numa reunião privada e fornecer informações aos responsáveis pelo programa.

A Euronews não conseguiu, até ao momento da publicação, verificar de forma independente a alegação relativa à recompensa.

A emissão surge após um vídeo semelhante, divulgado em julho pela agência noticiosa Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, intitulado “Onde e como é possível aceder a Melania Trump?”, que detalhava as deslocações da primeira-dama norte-americana em Nova Iorque e apontava alegadas fragilidades na sua segurança.

No final de maio, o New York Post noticiou um alegado plano para atacar Ivanka Trump, filha do presidente norte-americano.

Na terça-feira, os serviços secretos confirmaram que três responsáveis que não pertencem às forças de segurança foram colocados em licença administrativa, enquanto decorre uma investigação a eventuais irregularidades do Gabinete de Responsabilidade Profissional da agência.

Órgãos de comunicação social norte-americanos avançaram que um dos três é Anthony Guglielmi, diretor de comunicação da agência, juntamente com outros dois responsáveis em funções ligadas aos media, e que a suspensão está relacionada com uma investigação criminal a fugas de informação classificada para a comunicação social.

A agência não confirmou estas informações e, à hora desta publicação, o motivo concreto das suspensões ainda não tinha sido oficialmente divulgado.

Desde a morte do aiatola Ali Khamenei nos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, que desencadearam a guerra a 28 de fevereiro, os media estatais iranianos publicaram em várias ocasiões material que ameaça Trump e membros da sua família.

Serviços secretos sob pressão

Os serviços secretos têm estado sob escrutínio constante, uma vez que Trump foi alvo de pelo menos três planos de assassinato desde que assumiu funções.

O incidente mais mediático ocorreu em abril, quando um homem armado conseguiu furar o dispositivo de segurança no hotel Washington Hilton, durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em que Trump participou.

A agência foi igualmente alvo de críticas pela forma como decorreu a saída do presidente norte-americano da recente cimeira da NATO na Turquia, depois de notícias darem conta de que Trump foi transferido do Air Force One para outra aeronave, sem que isso fosse tornado público, porque o Serviço Secreto e os militares dos EUA acreditavam que poderia ser alvo de uma tentativa de assassinato por parte do Irão.

Trump só confirmou que tinha saído discretamente após notícias de que participara no elaborado estratagema em que parte da sua equipa, agentes dos serviços secretos e jornalistas viajaram no antigo modelo do Air Force One, enquanto ele era discretamente colocado noutro avião militar para sair da Turquia.

No mês passado, os serviços secretos confirmaram que um agente da equipa de segurança de JD Vance estava sob investigação por alegada divulgação de informação sensível.

A investigação seguiu-se a uma reportagem, em julho, da NBC News Now sobre o descontentamento de alguns agentes com pedidos de viagem de última hora feitos por Vance e pela família. A agência classificou o processo como uma investigação administrativa e, em simultâneo, um eventual inquérito criminal.

Outras fontes • AP

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