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Microfinanciamento em tempos de crise

Microfinanciamento em tempos de crise
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A Irlanda teve de submeter-se à tutela financeira internacional, tal como a Grécia e Portugal. Este ano, Dublin deverá escapar à recessão mas um dos grandes problemas para as PME’s continua a ser o acesso ao financiamento.

Darren Grant decidiu lançar o seu negócio graças a um microcrédito. A aventura começou em 2008. Darren decidiu trocar os teclados pelos cabazes de fruta e legumes. Abandonou o trabalho numa empresa informática e abriu um supermercado 100% biológico, em Dublin.

A ameaça de recessão não lhe travou as ambições. Depois de ter investido todas as poupanças no projeto, Darren necessitava, ainda, de capital para comprar os primeiros stocks e pagar os salários dos empregados.

Decidiu, por isso, recorrer aos microempréstimos europeus até 25 mil euros para trabalhadores por conta própria ou empresas com menos de 10 postos de trabalho. Os financiamentos são atribuídos pelos intermediários financeiros do Fundo Europeu do Investimento.

Darren relembra os passos básicos para lançar o negócio: “Fui ao Google e escrevi ‘financiamento da UE para as pequenas empresas’. Apareceu um ‘site’
em que entrei e descobri que havia fundos disponíveis para negócios na UE, o que é ótimo. Fui parar ao ‘site’ do microfinanciamento irlandês e candidatei-me ao empréstimo de 25 mil euros para lançar o negócio.”

Darren emprega oito pessoas. Quatro trabalham a tempo inteiro, não apenas atrás da caixa registadora mas também atrás do computador. O “site” de vendas online atingiu um volume de negócios de 800 mil euros, no ano passado, e foi considerado a melhor página web de uma PME irlandesa em 2010 e 2011.

“O ‘site’ foi o melhor investimento para a empresa e o que vamos ganhar talvez seja 25 vezes mais do que o que investimos. É fantástico. Ganhou muitos prémios. E competimos! Uma pequena loja iniciada com um microcrédito consegue competir com grandes multinacionais nesta área. Tornámo-nos líderes na área da internet”, conta.

Por enquanto, o “site” propõe dois mil produtos biológicos, mas em breve serão três mil. Darren registou a marca em toda a União Europeia e, este ano, espera alargar o negócio online à Inglaterra.

Darren não esconde as chaves para o sucesso: “ser capaz de garantir o financiamento para a expansão; manter o ‘site’ dinâmico e inovador e exportar os nossos produtos dentro da Europa.”

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