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Mais colonatos em Jerusalém Leste; mais violência

Mais colonatos em Jerusalém Leste; mais violência
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Numa espiral de vinganças, que não cessa desde junho, israelitas e palestinianos continuam o ciclo de represálias mortais, na cidade “três vezes santa”, abrindo a porta a uma nova intifada.

No entanto, sexta-feira a situação parecia mais calma. Depois de semanas de tensões, na Esplanada das Mesquitas, os muçulmanos puderam fazer as orações. Há quatro meses que o acesso era restrito e estava sob vigilância total. Os palestinianos acusavam os judeus ortodoxos de estarem a provocá-los com visitas frequentes. Mas, este, também é um lugar sagrado para os judeus.

Jerusalém Leste, parte palestiniana da Cidade Santa, ocupada e anexada por Israel, tem sido atingida por estas vagas de violência. O bairro de Essaouiya, onde vivem 20 mil pessoas, também tem sofrido com os confrontos, desde o assassinato de um adolescente palestiniano, queimado vivo, em represália à morte de três adolescentes judeus na Cisjordânia, um mês antes.

O anúncio oficial – do ministério israelita do Interior – da construção de mais 200 habitações em Ramot, no nordeste da parte árabe de Jerusalém Leste, ocupada desde 1967, reavivou o clima de instabilidade e de protestos árabes, assim como a preocupação a nível internacional. Para a Jordânia, que é a guardiã dos locais sagrados de Jerusalém Leste, a construção de mais colonatos “sufoca os esforços de paz”.

Israel prossegue a política de expansão de colonatos judeus na parte árabe da Cidade Santa, a Leste, onde já vivem 196 mil colonos judeus junto dos 282 mil residentes palestinianos.

Na Cisjordânia, o número de colonos eleva-se a 310 990, segundo a ONG israelita Peace Now, e 2 360 000 palestinianos.

No fim de outubro, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, decidiu dar início à construção de outros 600 fogos habitacionais em Ramat Sholo.
Num outro bairro de Jerusalém, Har Shomo, estão em construção mais 400 fogos.
Os Estados Unidos e a União Europeia consideram que a política de colonização é o principal obstáculo ao processo de paz e é ilegal.