Última hora
This content is not available in your region

Luxleaks II "ensombra" juramento da equipa de Juncker

Luxleaks II "ensombra" juramento da equipa de Juncker
Tamanho do texto Aa Aa

Jean-Claude Juncker voltou a estar sobre pressão por causa do escândalo Luxleaks, no dia em que jurou respeitar os Tratados e a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (UE).

À chegada para a cerimónia, esta quarta-feira, no Tribunal de Justiça da UE, no Luxemburgo; o líder do executivo europeu disse que é preciso criar condições para maior coordenação de políticas fiscais.

Esta foi a resposta que deu à imprensa quando questionado sobre a revelação, na véspera, de novos nomes de multinacionais implicadas no caso de elisão fiscal.

Juncker foi primeiro-ministro do Luxemburgo durante quase duas décadas e presidente do Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças da zona euro, durante oito, retirando-se de ambos os cargos em 2013.

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação – que investigou o caso Luxleaks -, revelou agora novos nomes de multinacionais envolvidas nos acordos fiscais no Luxemburgo.

Disney, Skype, Telecom Itália e Bombardier foram outras empresas que pagaram impostos mínimos sobre lucros milionários, usando o mesmo mecanismo que também beneficiou multinacionais como a Amazon e a Apple, tal como foi divulgado no início de novembro.

Juncker já escapou a uma moção de censura do Parlamento Europeu por causa deste escândalo.

Apesar de insistir que não praticou nenhuma ilegalidade e de recordar que 22 dos 28 países da UE praticam este mecanismo – conhecido por “tax ruling” – o presidente da Comissão Europeia tem reconhecido que o escândalo é um embaraço institucional.

“Objetivamente estou enfraquecido, já que o Luxleaks leva a crer que teria participado de manobras que não correspondem às regras elementares de ética e moral”, reconheceu numa entrevista publicada, esta quarta-feira, pelo jornal francês Libération.

A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.