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Suspeito de terrorismo contra embaixadas americanas morre em Nova Iorque

Suspeito de terrorismo contra embaixadas americanas morre em Nova Iorque
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Morreu Nazih Abdul-Hamed al-Ruqai. Conhecido também como Anas al-Libi, Al-Ruqai era suspeito de ter orquestrado os mortíferos ataques à bomba contra duas embaixadas dos Estados Unidos em África. Os atentados – cometidos a 7 de agosto de 1998 – tiraram a vida a 234 pessoas, incluindo 12 americanos, e deixaram feridas mais de 4600.

Embora não tenham sido reivindicados, os dois ataques foram relacionados à Al Qaeda e valeram a Osama Bin Laden, o então apontado líder do grupo radical, a entrada na lista dos 10 mais procurados pelo FBI, a agência federal de investigação americana.

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Procurado desde a altura dos atentados, como responsável da Al Qaeda no terreno, Al-Ruqai foi capturado pelas forças especiais norte-americanas, no decurso de uma operação realizada em outubro de 2013 em Tripoli, na Líbia, onde residia.

Extraditado para os Estados Unidos, de acordo com o Washington Post, Al-Ruqai já padecia de Hepatite C e de um tumor no fígado. Ao lado de outros dois supostos terroristas, o saudita Khalid Al Fawwaz e o egipcío Adel Abdel Bary, Al-Ruqai tinha a primeira sessão do julgamento agendada para 12 de janeiro em Nova Iorque.

A morte de A-Ruqai foi anunciada por Bernard Kleinman, o advogado do suposto terrorista. Numa carta enviada já este sábado de manhã ao juíz responsável pelo processo, um outro advogado, Preet Bharara, explicou que o detido havia sido “levado Centro de Correção Metropolitano para um hospital de Nova Iorque devido a repentinas complicações que evoluíram a partir dos problemas médicos de que há muito sofria”. “A condição dele deteriorou-se rapidamente”, concretizou o advogado do distrito sul de Nova Iorque, revelando ainda que um Imã terá estado ao lado de Al-Ruqai nos derradeiros momentos de vida.

Bernard Kleinman, que alegava a inocência de Al-Ruqai nos referidos atentados e garantia que ele se tinha afastado da Al Qaeda antes desses ataques, acrescentou que o estado de saúde do cliente piorou drasticamente em dezembro último. O advogado garantiu não saber as causas da morte e recusou dar mais informações sobre as últimas horas do alegado terrorista.