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Ucrânia: Troca de prisioneiros é passo positivo mas não suficiente

Ucrânia: Troca de prisioneiros é passo positivo mas não suficiente
Direitos de autor 
De  Francisco Marques com LUSA, REUTERS, OCDE
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Começam a ser dados, no leste da Ucrânia, os primeiros passos da mais recente versão do acordo de paz para a região assinado na semana passada em

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Começam a ser dados, no leste da Ucrânia, os primeiros passos da mais recente versão do acordo de paz para a região assinado na semana passada em Minsk, na Bielorrússia, entre representantes das partes em conflito e os chefes de Estado de França, Alemanha e Rússia. Este sábado, as duas partes em conflito trocaram prisioneiros, na linha da frente, cerca de 40 quilómetros a noroeste de Luhansk, um dos principais polos da resistência pró-russa.

Do lado dos separatistas pró-russos, foram libertados quase 140 soldados ucranianos, alguns capturados aquando da tomada de Debaltseve, na semana passada, já depois da entrada em vigor do mais recente cessar-fogo, às zero horas de domingo, 15 de fevereiro. Do lado do exército, alguns rebeldes detidos durante este conflito separatista tiveram guia para regressar a casa. Mas, embora positivo, este foi ainda um passo insuficiente para um dos mais atentos observadores deste conflito no leste europeu.

Welcomed JohnKerry</a> to London today. Agreed to continue to work together on Russian aggression, ISIL and Libya. <a href="http://t.co/0gP1LVdscd">pic.twitter.com/0gP1LVdscd</a></p>&mdash; Philip Hammond (PHammondMP) 21 fevereiro 2015

Em Londres, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, debateu com o homólogo britânico, Philip Hammond, o conflito na Ucrânia, entre outras crises internacionais da atualidade. No final, o responsável pela diplomacia da Casa Branca deixou um novo aviso: “Até agora, a Rússia e os separatistas estão a respeitar o acordo de Minsk apenas em algumas áreas selecionadas. Não o estão a respeitar em Debaltseve ou nos limites de Mariupol nem noutros pontos-chave estratégicos. Isso é, simplesmente, inaceitável. Se este desrespeito persistir – não se iludam – vão haver mais mais consequências. Incluindo algumas que ainda vão acorrentar mais a já sufocada economia russa.”

Щойно звільнили 139 українських воїнів.

— Петро Порошенко (@poroshenko) 21 fevereiro 2015

Com o Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko a confirmar pelas redes sociais que “139 heróis deixaram o cativeiro e estavam a caminho de casa”, referindo-se aos prisioneiros, em Debaltseve terá estado, entretanto, este sábado, uma equipa da OSCE, mas com acesso limitado à cidade tomada quarta-feira pelos rebeldes.

A destruição resultante da ofensiva separatista sobre o exército e os residentes de Debaltseve salta à vista. Durante a visita da equipa da OSCE à cidade, há relatos do som de explosões, mas sem que se conseguisse apurar as causas desses rebentamentos.

(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)0; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src = “//connect.facebook.net/pt_PT/all.js#xfbml=1”; fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);}(document, ‘script’, ‘facebook-jssdk’));Publicação de OSCE SMMU – Special Monitoring Mission to Ukraine.

Para sábado, era também esperada a retirada de armamento pesado da linha da frente. A equipa especial de observação da OSCE fez uma declaração pouco antes do início dessa retirada (publicação de Facebook em cima), mas não voltou a fazer qualquer atualização da informação. Alguns meios de comunicação, como o jornal Kyiv Post, avançaram com o fecho pela Ucrânia de parte das fronteiras com a Rússia devido a informações de que, ao invés da retirada, as forças rebeldes estariam a ser reforçadas nas redondezas de Mariupol com mais armamento pesado russo.

#Ukraine shuts down border posts with #Russia in response to troop build-up near #Mariupolhttp://t.co/LKgmSK4TYNpic.twitter.com/oDpqiVJ5Lz

— Kyiv Post (@KyivPost) 21 fevereiro 2015

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