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Israel tenta tranquilizar judeus de origem etíope

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De  Lurdes Duro Pereira  com AFP, REUTERS
Israel tenta tranquilizar judeus de origem etíope

O chefe de Governo israelita recebeu o soldado de descendência etíope agredido pela polícia. O incidente está na origem de duas manifestações. A mais recente, em Telavive, provocou mais de 60 feridos.

“Sinto-me triste pelo facto de a manifestação deste domingo ter terminado em violência contra a polícia e civis. Mas apoio as demonstrações e espero que estes movimentos ajudem a compreender que a comunidade etíope faz parte da sociedade israelita” refere o soldado, Damas Pakada.

O protagonista do vídeo colocado a circular na internet a 26 de abril incendiou os ânimos da comunidade etíope em Israel. A manifestação deste domingo em Telavive – a segunda no espaço de quatro dias – contra o racismo e a xenofobia foi a mais violenta. Mais de 30 manifestantes foram detidos.

De acordo com os organizadores, a mais recente ação de protesto reuniu cerca de 10 mil pessoas. A polícia não vai além das três mil.

Os dois agentes responsáveis pela agressão foram suspensos, mas a comunidade de origem etíope no país e muitos outros cidadãos pedem mais. O chefe de Estado já assumiu publicamente que foram cometidos erros, só não disse como pretende corrigi-los.

Estima-se que mais de 135.000 judeus de origem etíope vivam, atualmente, em Israel.