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Paquistão de luto pelo assassinato de 45 xiitas ismaelitas em Carachi

Paquistão de luto pelo assassinato de 45 xiitas ismaelitas em Carachi
Direitos de autor 
De  Francisco Marques com Lusa, Reuters
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O Paquistão está de luto esta quinta-feira, dia em que se realizam os funerais de alguns dos 45 xiitas ismaelitas mortos na véspera, no ataque a um

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O Paquistão está de luto esta quinta-feira, dia em que se realizam os funerais de alguns dos 45 xiitas ismaelitas mortos na véspera, no ataque a um autocarro em Carachi.

O grupo autoproclamado Estado Islâmico reivindicou o ataque a tiro ao autocarro. Foi o primeiro ataque no Paquistão reivindicado pelo ISIL, sigla inglesa pela qual também é conhecido o grupo “jihadista”.O Paquistão está de luto esta quinta-feira, dia em que se realizam os funerais de alguns dos 45 xiitas ismaelitas mortos na véspera, no ataque a um autocarro em Carachi.

#UNSG strongly condemns terrorist attack in Karachi, #Pakistan, killing at least 45 members of Ismaili community http://t.co/oEnd7VDIUv

— UN Spokesperson (@UN_Spokesperson) 13 maio 2015

“Este foi um incidente muito sério. Pessoas inocentes foram mortas. Os muçulmanos não devem conduzir estes atos terroristas. Nos países não muçulmanos ninguém nos pode fazer mal, mas infelizmente no nosso país este tipo de coisas acontecem. Que Deus tenha piedade de nós. O governo tem de controlar isto”, afirma Abdul Ghafoor, um residente da capital paquistanesa, Islamabad.

“As pessoas estão assustadas. Os terroristas andam por aí livremente. Fazem o que querem e as nossas autoridades não conseguem capturá-los”, acusa Mohammad Shahid, em Carachi.

Day of mourning today over #KarachiBusAttack: National #flag is flying at half mast http://t.co/lUz9PFRi4mpic.twitter.com/msn5ovG6lZ

— Radio Pakistan (@RadioPakistan) 14 maio 2015

O Paquistão tem vindo a sentir um agravamento da violência sectária no país. Em particular contra os xiitas, que representam 20 por cento dos cerca de 200 milhões de habitantes — a larga maioria é islâmica.

O ataque de quarta-feira terá sido conduzido por seis homens e também foi reivindicado pelo grupo Jundullah, uma célula fiel ao ISIL.

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