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Libéria: 70.000 bebés ilegais podem estar em risco face ao tráfico e ao ébola

Libéria: 70.000 bebés ilegais podem estar em risco face ao tráfico e ao ébola
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Estima-se que mais de 70.000 bebés tenham nascido na Libéria sem qualquer registo durante o período em que aquele país africano foi mais assolado pelo vírus do ébola. O número é avançado pelo governo liberiano e tem por base os registos anteriores ao surto de ébola comparados à drástica redução entre 2014 e 2015



Em 2013, foram registadas 79 mil certidões de nascimento. No ano passado, quando muitos estabelecimentos médicos foram fechados ou reduziram os serviços devido ao ébola, o número de registos chegou apenas aos 48 mil. Entre janeiro e maio deste ano, apenas 700 crianças terão “requerido” as certidões de nascimento.

A UNICEF agravou, entretanto, a estimativa do governo para 230 mil as crianças liberianas sem registo, numa publicação na rede social Twitter.



Veronica Dixon vive no distrito de Bong e sublinha a importância do registo dos bebés: “É importante porque quando temos um bebé precisamos de ter tudo para eles. E por vezes, quando precisamos de assistência e vamos a algum lado, perguntam-nos quando nasceu a criança. Se não soubermos, eles fazem-nos passar um mau bocado. Algumas pessoas dizem que não podemos receber assistência quando vamos a um hospital se não soubermos quando o bebé nasceu.”

Sem registo, os bebés tornam-se ilegais. O tráfico ou a adoção clandestina são alguns dos riscos que se colocam a muitos destes bebés que não existem em termos oficiais. Mas também o ébola devido à consequente falta de assistência médica.

Depois de ter sido dado como controlado, o vírus ressurgiu na Libéria no final de junho e já matou seis pessoas desde então. Uma vacina, que se diz ser 100 por cento eficaz contra ébola, já estará a ser utilizada.