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Portugal mantém intenso combate a incêndios e PJ detém suspeitos de fogo posto

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De  Francisco Marques
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Portugal mantém intenso combate a incêndios e PJ detém suspeitos de fogo posto

Portugal têm vivido momentos dramáticos nos últimos dias por causa do grande número de incêndios que registados, em especial, no norte e centro do país. Não há registo de vítimas, mas muitas populações e casas isoladas têm estado em perigo. Vários suspeitos de atear incêndios têm sido detidos nos últimos dias.

Os distritos de Viseu, Guarda e Viana do Castelo são dos mais atingidos, de acordo com a constante atualização do mapa de incêndios divulgada pela Proteção Civil. Nas freguesias de Aldeias e Mangualde da Serra, distrito de Gouveia, por exemplo, quase 300 operacionais mantinham uma luta cerrada contra as chamas, apoiados cerca de uma centena de meios terrestres, três aviões e um helicóptero. Em Palmela, no distrito de Setúbal, um incêndio matinha-se ativo e sem controlo pelas 17 horas junto às Lagameças.



O mapa de registos apresentou, ainda assim, algumas melhorias esta terça-feira. Num balanço feito à agência Lusa sobre a situação dos incêndios florestais, o comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) disse que ao final da manhã a preocupação estava centrada no fogo que lavra desde segunda-feira no concelho de Gouveia, tendo em conta que está a desenvolver-se num “território difícil”.


“Temos uma situação a merecer a nossa preocupação. Em Gouveia no distrito da Guarda, um incêndio que se está a desenvolver no Parque Natural da Serra da Estrela e a merecer uma atenção muito especial, quer pelo número de meios, quer pelos reforços”, afirmou José Manuel Moura, adiantando que este fogo começou segunda-feira em simultâneo com outras 20 ocorrências.
“O panorama a esta hora (sensivelmente 15 horas) é francamente positivo e favorável, temos ainda este grande incêndio a merecer preocupação que vai dar muito trabalho, mas as perspetivas são fracamente melhores”, realçou.

Vários suspeitos de fogo posto têm sido, entretanto, capturados nos últimos dois dias, no norte e centro do país. Na noite de segunda-feira, populares apanharam em flagrante, na zona de Penacova, distrito de Coimbra, um homem com cerca de 50 anos a atear dois fogos. O alegado pirómano foi entregue às autoridades e os populares extinguiram os dois potenciais focos de incêndio.
A Polícia Judiciária (PJ) anunciou, entretanto, a detenção de um outro indivíduo, com cerca de 20 anos, pela “presumível” autoria de dois crimes de incêndio florestal, “por motivos fúteis e num quadro de diversão”, com recurso a um isqueiro e quando circulava de bicicleta “por caminhos florestais próximos do local de residência.”

De acordo com o registo de ocorrências da Proteção civil, até segunda-feira, 10 de agosto, foram registados 2071 incêndios — mais de metade dos registados em todo o mês de julho (4056) —, dos quais 37 por cento (764) terão começado entre as 20 horas e as 08h — um agravamento de 2 por cento nas ocorrências noturnas face a todo o mês anterior (1409).

A Galiza, em Espanha, está também a ser vítima de incêndios. Ao todo, de acordo com o jornal El Dia, já terão sido afetados pelas chamas mais de 330 hectares nas províncias de Ourense, junto ao norte de Portugal, e da Corunha.

Ao final da tarde, o jornal Faro de Vigo anunciava o controlo dos incêndios que ainda lavravam em Entrimo, na parte espanhola do Parque Natural do Gerês, e Pereiro de Aguiar, ambos na província de Ourense.