Líbia dividida e tomada pelo EI vive crise humanitária

Líbia dividida e tomada pelo EI vive crise humanitária
De  Maria-Joao Carvalho
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As milícias Fajr Libya, que se chamaram já Aurora Líbia, fizeram uma manifestação de força com uma parada militar no coração de Tripoli, antes das

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As milícias Fajr Libya, que se chamaram já Aurora Líbia, fizeram uma manifestação de força com uma parada militar no coração de Tripoli, antes das negociações com a ONU, há uns meses.

À frente de uma administração não reconhecida pela comunidade internacional, Fajr Libya á uma coligação heterogénea de grupos islamistas.

#Tripoli's illegal Government declare their support for Al-Qaeda #Libya dawn #Fajir#MuslimBrotherhoodhttps://t.co/Y2QZ0RkXYe

— مهيوس (@mhiuse) June 15, 2015

Há um ano tomaram o controlo da capital, nomeadamente do aeroporto, destruído depois de violentos combates e ainda encerrado.

Desde então, dois governos e dois parlamentos rivais confrontam-se politica e militarmente sobre o controlo da Líbia. O Parlamento oficialmente reconhecido pela comunidade internacional está instalado em Tobruk, a 1000 km da capital. Conseguiu eleger um presidente, há um ano, mas a situação agravou-se e está cada vez mais indecifrável.

Um terceiro ator passou a intervir com violência extrema: o autoproclamado Estado Islâmico.

ISIS executes a man in #Sirte allegedly for spying for Fajir forces #Libyapic.twitter.com/fsnYQrxG3O

— Asma (@LibyanBentBladi) July 19, 2015

O número de pessoas deslocadas no país quase duplicou, desde setembro, de 230 mil para mais de 434 mil.

O leste do país e em Benghazi, segunda cidade líbia, as tropas leais ao governo oficial combatem o EI sem grande sucesso. A ONU também alerta para a escalada da violência na cidade e o pesado impacto sentido pelos civis.

O país transformou-se em placa giratória do tráfico de seres humanos. As embarcações que enchem de migrantes em despero estão mal equipadas e são inadequadas….muitas naufragam com centenas de pessoas a bordo.
Segundo a ONU, 110.000 migrantes passaram pela Líbia no anos passado. Mas não há certezas quanto às centenas de milhares que aguardam em condições sub-humanas uma passagem para a liberdade.

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