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Serra Leoa celebra alta do último doente com ébola

Serra Leoa celebra alta do último doente com ébola
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O impacto devastador do ébola na África Ocidental pode acabar até ao final do ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS referiu que a Guiné ainda está a lutar contra o vírus, mas os novos casos caíram de 20-30 por semana para apenas dois ou três.

Na Serra Leoa, celebra-se a alta do último doente com ébola, que deixou o hospital no dia 24 de agosto.

O surto de ébola na Libéria acabará oficialmente na próxima semana, se não surgirem novos casos da doença. A Serra Leoa atingirá o mesmo marco, se não aparecer nenhum caso até outubro, segundo informou a porta-voz da OMS, Margaret Harris.




A pior epidemia de ébola de sempre fustigou a África Ocidental durante mais de 18 meses, infetando mais de 28 mil pessoas e matando mais de um terço destas.

“Os serra-leoneses mereceram uma celebração pelo que conseguiram, mas estão conscientes, como nós, que o trabalho ainda não está acabado”, sublinhou Harris.

“Ainda há muito trabalho para fazer e até o presidente deixou claro que são precisos mais três meses de alta visibilidade, porque ainda há ébola na região.”

Harris disse que a OMS está a trabalhar para acabar com a transmissão de ébola até ao final do ano.

“Ficar totalmente livres do ébola é um conceito difícil, uma vez que tivemos um enorme surto. É maior e mais complexo do que tínhamos visto antes. O vírus continua nos corpos das pessoas. Portanto, embora não haja transmissão, sabemos que ainda há ébola no ambiente. É possível parar a transmissão e fazer com que as pessoas não sejam infetadas. Ter a certeza absoluta que não há ébola na população humana é mais difícil.”

A Serra Leoa confirmou o primeiro caso em maio de 2014 e desde então registou o maior número de casos na região, embora na Libéria tenha havido mais vítimas mortais.

O último caso confirmado do país, Adama Sankoh, 35, respondeu bem ao tratamento e recebeu o resultado do segundo teste negativo, no passado dia 22. Teve alta no dia seguinte, um facto assinalado com uma cerimónia em que esteve o presidente Ernest Bai Koroma.

Os médicos celebraram e os sobreviventes do ébola elogiaram Koroma no centro de tratamento da ONG International Medical Corps, na cidade de Makeni, a 140 quilómetros de Freetown.

A Libéria foi declarada livre de ébola em maio, mas um novo conjunto de casos apareceu quase dois meses mais tarde.


Como é que a África Ocidental conseguiu controlar o ébola


A reação nas redes sociais

Joanne Liu, presidente dos Médicos Sem Fronteiras, avisa que a luta ainda não acabou.

Dois tweets de Charlie Charlie One, a conta pessoal do comandante do Reino Unido em Freetown, em que ele diz que está a ajudar a Serra Leoa a derrotar o ébola.

Quatro tweets da International Medical Corps do Reino Unido

Tweet de um médico: