Refugiados: Desespero sem fronteiras na fronteira da Hungria

Refugiados: Desespero sem fronteiras na fronteira da Hungria
De  Patricia Tavares
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Centenas de refugiados em desespero tentaram quebrar as colunas policiais, num campo perto de Röszke, na Hungria, nas proximidades da fronteira com a

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Centenas de refugiados em desespero tentaram quebrar as colunas policiais, num campo perto de Röszke, na Hungria, nas proximidades da fronteira com a Sérvia.

A situação agrava-se ao minuto. As pessoas vindas, principalmente, da Síria, do Iraque e do Afeganistão não querem ir para campos, onde lhes são tiradas as impressões digitais – pretendem ir, diretamente, para Budapeste e para fora do país.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados está no centro do caos. Caroline van Buren faz parte da organização humanitária: “Nos próximos dias, o ACNUR vai criar um centro de acolhimento aqui, vamos colocar tendas, fornecer cobertores, comida e água. Também estamos a trabalhar com as autoridades, para que o tempo que as pessoas passam no centro seja menor”.

Os que tentaram escapar do campo foram perseguidos pela polícia. Só querem continuar a viagem. “Não queremos ficar aqui. Deixem-nos ir a pé ou seguir a viagem para Budapeste de autocarro ou de táxi”, diz um dos refugiados.

O ACNUR pediu à Hungria para melhorar as condições de acolhimento às milhares de pessoas que entram no país. Em resposta, o governo húngaro continua a erguer um muro ao longo da fronteira com a Sérvia e recusa a aceitar o apelo da UE, para implementar um sistema de distribuição dos refugiados.

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