Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Irá o espaço Schengen resistir à crise dos migrantes?

Irá o espaço Schengen resistir à crise dos migrantes?
Direitos de autor 
De reuteres, efe, afp, aptn
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

Seguindo o exemplo da Alemanha, a Áustria suspendeu a liberdade de movimentos prevista no Acordo de Schengen e vai enviar o exército para controlar as fronteiras, tal como já fez a Hungria.

Seguindo o exemplo da Alemanha, a Áustria suspendeu a liberdade de movimentos consagrada no espaço Schengen e vai enviar o exército para controlar as fronteiras, tal como já fez a Hungria.

Centenas de migrantes tiveram de passar a noite num abrigo improvisado na estação ferroviária de Salzburgo porque a reintrodução dos controlos entupiu o fluxo dos que querem chegar ao coração da Europa, em especial à Alemanha.

O governo alemão justificou a viragem de 180º com a necessidade de saber “quem” entra e “qual é o seu passado”, afirmou o ministro do Interior, Thomas de Maizière. Uma semana depois de garantir que não fecharia a porta aos refugiados, Berlim reintroduziu os controlos fronteiriços.

Os engarrafamentos por causa dos controlos policiais nas principais estradas e gares, que servem de porta de entrada na Alemanha, marcaram as imagens desta segunda-feira.

Depois do euro, cuja crise passou para segundo plano nas últimas semanas, é o Acordo de Schengen – a livre circulação criada há 30 anos e implementada uma década depois, em 1995 – que parece desmoronar-se como um castelo de cartas numa União Europeia cada vez mais desunida.

Para além da Alemanha, Áustria e Hungria, também a Eslováquia e a Holanda instauraram controlos nas fronteiras. Polónia e França admitem fazer o mesmo.

Neste cenário, não admira que o Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados afirme que “a Europa estava totalmente impreparada” para lidar com esta crise. Mas os apelos de António Guterres para que a União Europeia ponha “a casa em ordem” acabaram por não ter eco em Bruxelas e as decisões voltaram a ser adiadas, agora para outubro.

À margem da política, a sociedade civil dá mostras de solidariedade, como é o caso em Augsburgo, na Alemanha, onde um hotel abriu as portas aos refugiados em troca de colaboração nas tarefas quotidianas do estabelecimento.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Alemanha: cruz do cume da Zugspitze regressa após restauro total

Alemanha deverá assumir a liderança da NATO no futuro, diz embaixador americano na NATO

Alemanha abre mercados de Natal com reforço de segurança