Palestinianos "armam-se" de paciência para um conflito sem fim à vista

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De  Euronews
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Muitos anos têm passado sem qualquer progresso no conflito israelo-palestiniano e a situação do povo palestiniano também não mudou. Os problemas

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Muitos anos têm passado sem qualquer progresso no conflito israelo-palestiniano e a situação do povo palestiniano também não mudou. Os problemas políticos, sociais e económicos são os mesmos de sempre, as condições de vida das pessoas também não evoluiram, como pudemos constatar nas cidades de Tulkarem e Naplus, na Cisjordânia.

Apesar da existência de uma Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), que deveria gerir este território, as coisas não mudaram substancialmente. Os postos de controlo israelitas continuam a ritmar a vida dos palestinianos. O Estado hebraico controla praticamente toda a segurança; a Autoridade Nacional Palestiniana limitada a gerir os assuntos correntes da vida da comunidade.

Uma situação que se eterniza, para desespero de muitos palestinianos:

“ Desde 1967 que as nossas vidas enquanto palestinianos vêm a piorar cada vez mais. Muita gente aqui está disposta a combater, outros não, querem apenas sobreviver. A nossa situação é muito má”, diz um homem na rua.

Após anos de negociações sem resultados, há quem comece a perder a esperança de ver um dia cumprido o sonho de um estado palestiniano independente, livre e seguro. Um sentimento predominante nas gerações mais novas mas, sobretudo, nos que já viveram décadas de conflito:

“ O quotidiano dos palestinianos não mudou , é sempre o mesmo, testemunhamos sistematicamente greves nas universidades por causa dos confrontos. Há imensos problemas. As pessoas perguntam-se se não será uma nova Intifada. Os funcionários questionam-se se vão ter os salários pagos. É isto a nossa vida aqui na Palestina”, afirma um homem.

Outro acrescenta: “ O quotidiano dos palestinianos é o que pode ver. Continuamos sob ocupação israelita, a situação económica é muito má. Claro que não estamos satisfeitos, porque vivemos em condições de instabilidade e insegurança. Os jovens não têm empregos”.

Muitas organizações internacionais alertam para a degradação dos Direitos Humanos nos territórios palestinianos onde a liberdade de movimentos é limitada e faltam muitos bens de primeira necessidade, como medicamentos, água e eletricidade.

O repórter da euronews,Mohamed Shaikibrahim, fala do sentimento nas cidades palestinianas:

“A esperança dos palestinianos num futuro melhor consegue fazê-los ultrapassar as dificuldades do dia a dia, após décadas de sofrimento. E como não têm alternativa, dizem, têm que ter paciência”.

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