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EUA recuam e afinal vão manter 5500 soldados no Afeganistão até 2017

EUA recuam e afinal vão manter 5500 soldados no Afeganistão até 2017
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De Francisco Marques
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Barack Obama anunciou a revisão do plano militar dos Estados Unidos para o Afeganistão. O chefe da Casa Branca confirmou a permanência de pelo menos

Barack Obama anunciou a revisão do plano militar dos Estados Unidos para o Afeganistão. O chefe da Casa Branca confirmou a permanência de pelo menos 5500 soldados no Afeganistão até 2017, revelando assim um recuo face à anunciada retirada total das forças militares americanas do país no próximo ano e meio.

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Obama revelou ainda a suspensão da já iniciada retirada das respetivas tropas daquele país. Desse modo, os Estados Unidos poderão manter quase 10.000 soldados no Afeganistão até final do próximo ano e só depois reduzir esse contigente para pouco mais de metade no ano seguinte. > “As Commander in Chief, I will not allow Afghanistan to be used as safe haven for terrorists to attack our nation again.” —POTUS</a></p>&mdash; The White House (WhiteHouse) 15 outubro 2015

(“Como Comandante Chefe, eu não vou permitir que o Afeganistão seja usado como um refúgio para que terroristas possam atacar de novo a nossa nação.”)

“Decidi manter no Afeganistão 9800 soldados durante o proximo ano. A missão não muda: treinar as tropas afegãs e perseguir a Al-Qaida. Decidi também alterar a redução da nossa presença no Afeganistão para uma normal embaixada para uma presença militar em duas bases estratégicas, com a mesma missão. Desta forma, poderemos manter um controlo mais próximo sobre eventuais ameaças”, anunciou Obama, que não sente este recuo nos planos como uma desilusão.

O Presidente dos Estados Unidos revelou ainda a continuidade do trabalho “com os aliados presentes no Afeganistão”. “Vamos continuar a apoiar o Presidente (Ashraf) Ghani e a implementação das reformas no país”, acrescentou.
A permanência de tropas norte-americanas no Afeganistão já havia sido admitida pelo secretário de Estado da Defesa, Ashton Carter, numa conferência em Washington. “A narrativa de que nós estamos a deixar o Afeganistão é perdedora. Não estamos. Não podemos. Se o fizéssemos, estaríamos a desaproveitar a vantagem do sucesso conseguido até à data”, afirmou Carter, revelando na altura que “não é o ‘se’, mas sim o ‘como’ continuar a missão” que estava em duscussão e garantindo ter sentido sintonia nesse propósito junto dos aliados da Aliança do Atlântico Norte (NATO). > #ThrowbackThursday – A #US4A Soldier conducts a patrol with an Afghan platoon Feb. 17, 2010. http://t.co/9nsLWaxtal pic.twitter.com/B2gzMhF0AW

— USForces Afghanistan (@USFOR_A) 15 outubro 2015

(“Um soldado americano realiza uma patrulha com um pelotão afegão, a 17 de fevereiro de 2010.”)

Fonte oficial que já havia antecipado o anúncio do Presidente terá, contudo, avisado que este recuo na retirada militar “não muda, em nada, o facto de que a missão americana de combate no Afeganistão terminou”: “As forças americanas vão manter apenas duas pequenas missões: contraterrorismo e formação, aconselhamento e assistência aos parceiros afegãos.”

O Pentágono deverá manter ainda no Afeganistão uma significativa força antiterrorismo composta por “drones” e forças de operações especiais para atacar a Al-Qaida ou outros militantes que possam estar a planear ataques contra os Estados Unidos.

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