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Justiça turca detém 44 por conspiração e despede 58 jornalistas

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A reeleição do governo conservador turco não põe fim à pressão sobre os círculos da oposição na Turquia. A polícia deteve esta terça-feira mais 44

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A reeleição do governo conservador turco não põe fim à pressão sobre os círculos da oposição na Turquia.

A polícia deteve esta terça-feira mais 44 pessoas acusadas de conspirarem contra o governo.

Entre os detidos encontram-se vários dirigentes da polícia, ex-governadores e altos responsáveis regionais.

Os indivíduos são acusados de pertencerem à rede de apoiantes do rival do presidente Erdogan, o clérigo Fethullah Gullen, apontada como uma “organização terrorista”.

Os Estados Unidos e várias organizações internacionais denunciam desde ontem a falta de respeito pela liberdade de expressão no país.

Segundo o coordenador especial da OSCE, Ignacio Amor, “os meios de comunicação social estão claramente sob pressão neste país. As investigações judiciais sobre jornalistas e órgãos de comunicação por defesa do terrorismo e difamação do presidente visam silenciar os media”.

Dois jornalistas da revista “Nokta”, tinham sido detidos ontem depois da capa da revista ter evocado a possibilidade de “uma guerra civil”, após o sufrágio de domingo.

Mais de 50 trabalhadores de dois canais da oposição encerrados durante a campanha eleitoral foram hoje afastados das suas funções pela justiça.

O vice-primeiro-ministro turco, Yalçin Akdogan, rejeitou hoje as denúncias internacionais, defendendo as ações da justiça contra o que considera ser, “violações da lei”, por parte dos media.

O governo anunciou, entretanto, ter lançado novos ataques sobre alvos do PKK no sudeste da Turquia, quando não exclui a possibilidade de retomar o processo de paz com os separatistas curdos.

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