A Suécia restabeleceu, de forma provisória, os controlos fronteiriços para enquadrar o fluxo de refugiados que chegam ao país. A polícia sueca
A Suécia restabeleceu, de forma provisória, os controlos fronteiriços para enquadrar o fluxo de refugiados que chegam ao país. A polícia sueca começou a verificar a identidade dos viajantes que chegam de comboio vindos da Dinamarca, uma rota usada por centenas de migrantes.
Face às críticas de que a medida vai contra a política de abertura do país, um porta-voz da guarda fronteiriça sueca diz que “eles podem requerer asilo diretamente na fronteira. Restabelecer os controlos não afeta o direito de asilo no Suécia. Significa apenas que devem fazê-lo na fronteira e depois registar-se na Agência de Migrações”.
Apesar do frio invernal e da chegada, em breve, da noite permanente, a fronteira do Ártico entre a Rússia e a Noruega tem assistido a um número crescente de refugiados, oriundos nomeadamente da Síria e do Afeganistão, obrigados a encontrar bicicletas para mudar de país, já que a passagem é proibida a pé.
Um afegão diz que decidiu tentar a Noruega porque viu que “há boas cidades e ajudas para estudar e tudo o resto”.
Desde o início do ano, cerca de 4000 migrantes escolheram a rota do Ártico para alcançar a Noruega, país que, apesar de não pertencer à União Europeia, faz parte do espaço Schengen.