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Davos 2016: Desigualdade social em debate com DiCaprio em ação

Davos 2016: Desigualdade social em debate com DiCaprio em ação
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A quarta revolução industrial é o tema do Fórum Económico Mundial que arranca esta quarta-feira em Davos, na Suíça. A fase de desenvolvimento que atravessamos é baseada na internet, um meio tecnológico que veio facilitar a produção, mas que também promete agravar nos próximos anos as desigualdades sociais no Mundo.

Atualmente, a fortuna das 62 personalidades mais ricas do planeta suplanta o dinheiro partilhado pela metade mais pobre de toda a população mundial. A perspetivada perda de 5 milhões de empregos nos próximos 5 anos não vai ajudar a reduzir o fosso. Talvez antes mesmo pelo contrário.

A fornada de novos políticos mediáticos a surgir neste cenário de crise prolongada para a maioria da população também não parece trazer grandes soluções para o equilíbrio social, mas tem ganho poder à custa de um discurso para as massas.

“A consequência da desigualdade é o populismo de políticos como Donald Trump, nos Estados Unidos; Marine Le Pen, em França; ou na Hungria com o Viktor Orban. E eu acredito que vai começar também à esquerda. Já o estamos a ver com Bernie Sanders, nos Estados Unidos, e Jeremy Corbyn no Reino Unido”, afirmou em Davos Richard Edelman, presidente executivo da empresa homónima especializada em relações públicas.

A abertura oficial do Fórum foi antecedido, terça-feira, pela entrega dos prémios de cristal a artistas que contribuíram para a melhoria do planeta em sintonia com “o espírito de Davos”, lê-se no página oficial do evento na internet.

(Will I.Am: “Basta apenas um miúdo para mudar uma comunidade para sempre”)

O alemão Olafur Eliasson pelo empreendedorismo social, a chinesa Yao Chen pelo trabalho com refugiados, o músico norte-americano Will I.Am pela promoção de oportunidades educativas e o ator Leonardo DiCaprio pelo ativismo em prol do clima foram os distinguidos este ano em Davos.

(Leonardo DiCaprio: “Tanto pode ser feito se trabalharmos em conjunto.”)

No discurso de agradecimento, DiCaprio aproveitou para reiterar as críticas contra a indústria do petróleo, do gás e do carvão pelo egoísmo face ao futuro do planeta. “O acordo de Paris foi um alerta mas agora cabe a todos nós dar seguimento a este progresso com ingenuidade e dedicação pela mudança. Juntos, estamos a lutar pela preservação do nosso clima face a um irreversível dano e devastação de proporções inimagináveis”, avisou o ator.