Paquistão: dois mortos em manifestação dos empregados da companhia aérea

Paquistão: dois mortos em manifestação dos empregados da companhia aérea
De  Dulce Dias com AP, REUTERS, AFP
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A polícia foi obrigada a disparar canhões de água, para dispersar os manifestantes que tinham bloqueado o acesso ao aeroporto mas nega qualquer envolvimento nas mortes

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Em Karachi, no Paquistão, duas pessoas morreram e oito ficaram feridas, quando uma manifestação de empregados da companhia aérea nacional degenerou em confrontos com a polícia.

Esta foi obrigada a disparar canhões de água, para dispersar os manifestantes que tinham bloqueado o acesso ao aeroporto.

A Rangers paramilitary soldier raises a stick at a female PIA protester at Karachi airport pic.twitter.com/zSv8wuDhFs

— omar r quraishi (@omar_quraishi) February 2, 2016

Segundo fontes hospitalares, as duas vítimas mortais foram foram baleadas. A Comissão de Direitos Humanos do Paquistão pediu a abertura imediata de um inquérito credível.

A polícia nega qualquer envolvimento nas mortes, como se depreende das palavras do agente Kamran Fazal:

“A área está a ser alvo de buscas. Se os cartuchos pertencerem a armas de pequeno calibre então, não pode ter sido a polícia, que só usa armas de grande calibre.”

Há uma semana que os trabalhadores da PIA protestam contra os planos de privatização da empresa, prevista para julho.

A Pia já foi uma grande companhia nos anos 70, mas agora, após anos de perdas e de má gestão, atravessa um mau momento, com anulações e atrasos frequentes nos voos e uma má reputação.

Ao longo dos anos, esteve implicada em diversas controvérsias, incluindo, em 2013, a detenção de um piloto ébrio, na Grã-Bretanha.

Além disso, a companhia tem igualmente dificuldade em obter as certificações de segurança exigidas pela união europeia para os aviões de carga.

A isso soma-se o facto de a PIA ser conhecida por distribuir dezenas de milhares de bilhetes gratuitos, contribuindo assim para as perdas da empresa.

Segunda-feira, o primeiro-ministro, Nawaz Sharif, decidiu impor uma restrição de seis meses ao direito de greve dos empregados da companhia aérea.

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