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Obama diz que fechará Guantánamo antes do final do mandato

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Obama diz que fechará Guantánamo antes do final do mandato

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Falta menos de um ano para que deixe a Casa Branca, mas Barack Obama prometeu esta terça-feira fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, antes do final do seu mandato.

No entanto, a iniciativa do Presidente dos Estados Unidos tem poucas hipóteses de ser aprovada pelo Congresso, de maioria Republicana, numa altura em que os norte-americanos passam por um período de efervescência que caracteriza os processos eleitorais daquele país.

Obama disse ainda que Guantánamo representa os excessos da luta antiterrorista levada a cabo pelos Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

A administração norte-americana identificou, por outro lado, 13 locais, em solo nacional, que poderiam vir a acolher prisioneiros atualmente detidos em Cuba, ainda que não tenha publicado uma lista oficial até ao final desta terça-feira.

Permanecem, até ao momento, 91 detidos na prisão, que chegou a acolher 800 pessoas. Estima-se que 35 poderiam ser transferidos para terceiros países durante os próximos meses, segundo Washington.

Reações da oposição Republicana

A intenção do Presidente foi imediatamente criticada pela oposição republicana. Paul Ryan, Presidente da Câmara dos Representantes (câmara baixa, Republicano), criticou a “falta de detalhes, tal como previsto pela Lei, como o custo exato e o lugar dos novos centros de detenção”.

“Não arriscaremos a nossa segurança nacional por uma promessa de campanha”, concluiu Ryan.

Ainda no campo Republicano, o Senador John McCain criticou também um projeto que definiu como “vago”, mas admitiu querer ouvir com mais atenção as propostas do Presidente Obama.

Se, tal como se prevê, o Congresso bloquear a iniciativa, o executivo dos EUA poderia tentar levar a cabo a o projeto com recurso a decretos. Mas este é um tema que a Casa Branca tem vindo a evitar, respondendo de forma evasiva às questões dos jornalistas. Por outro lado, a margem de manobra política da que beneficia o Presidente, neste tipo de casos, é um tema que divide os analistas.

Uma promessa de Obama com 8 anos

Foi na campanha para as presidenciais de 2008 que o Presidente Barack Obama tinha prometido, pela primeira vez, fechar o campo de detenção de prisioneiros em Guantánamo. Na altura, Obama disse que era incoerente “manter uma prisão condenada pelo mundo e utilizada pelos terroristas para recrutar pessoas”. No entanto, assumida a presidência, o Presidente envolveu-se num enredo político e jurídico que o impediu de cumprir a sua promessa.