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Amnistia Internacional: "Europa fracassou na questão dos refugiados"

Amnistia Internacional: "Europa fracassou na questão dos refugiados"
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Da guerra na Síria à consequente crise de refugiados na Europa, a proteção dos direitos humanos tornou-se pela primeira vez uma ameaça para Estados e grupos armados.

A denúncia vem da Amnistia Internacional que apresentou hoje o seu relatório anual sobre o estado dos direitos humanos no mundo.

A organização alerta tanto para os crimes de guerra levados a cabo em 19 países, como para os mais de 30 países que forçaram refugiados a regressar aos conflitos nos seus respetivos países de origem.

Segundo o Secretário-Geral da Aministia Internacional, Salil Shetty:

“Nós documentámos de forma consistente e condenámos os abusos dos direitos humanos por parte de grupos como o Estado Islâmico, Boko Haram, milícias curdas do YPG e outros. Mas as ações destes grupos não podem ser utilizadas como uma justificação para violar as leis humanitárias para obter avanços a curto prazo. Quer se trate da vigilância maciça nos Estados Unidos, a lei russa contra agentes estrangeiros, ou o recurso da Turquia e da Nigéria às suas forças de segurança contra a população”.

O relatório anual da AI poupa apenas a Alemanha entre os países europeus na linha da frente da crise migratória na Europa.

A decisão de países como a Hungria de encerrarem as fronteiras, ou a falta de condições para acolher refugiados contrasta com o facto de que metade dos migrantes são originários da Síria, um território “sem direitos humanos”, segundo a organização.

“O bloco mais rico no mundo que é a Europa, não foi capaz de estar unido para encontrar uma forma sensível, acordada, coerente e segura, para que as pessoas possam aceder à Europa, num momento em que fogem da guerra e das perseguições. Diria que, de uma forma geral, a Europa fracassou em termos de direitos humanos e também no que toca ao tratamento de migrantes e refugiados”, sublinha Salil Shetty.

A organização denuncia a forma como os líderes europeus tentam utilizar a crise migratória para reforçar a chamada “Fortaleza Europa”.

A França é igualmente acusada de agir contra o terrorismo, sem estar à altura dos seus ideais, nomeadamente com a decisão de prolongar de forma indefinida o estado de emergência no país.

O relatório completo pode ser consultado aqui.