Presos entre a Grécia e a Macedónia os refugiados desesperam

Presos entre a Grécia e a Macedónia os refugiados desesperam
De  Nara Madeira
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A situação humanitária agrava-se em Idomeni, na Grécia, às portas da antiga república jugoslava da Macedónia. Todos os dias chegam aqui mais de um

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A situação humanitária agrava-se em Idomeni, na Grécia, às portas da antiga república jugoslava da Macedónia. Todos os dias chegam aqui mais de um milhar de refugiados que ficam bloqueados porque a fronteira da Macedónia continua, literalmente, fechada e às vezes nem uma centena, por dia, é autorizada a passar.

No campo de refugiados de Idomeni não há comida suficiente para alimentar toda a gente, nem tendas, e as condições de higiene são cada vez piores. A indignação cresce:

“Não escapei à guerra na Síria para encontrar outra morte neste campo… à chuva, ao frio, dormimos no chão. A situação é miserável. Não sei o que fazer. Porque é que estamos aqui?” – Pergunta um refugiado sírio.

Para comer, para suprir as necessidades básicas de higiene – sendo que não há água quente nem banhos – é preciso esperar em longas filas. Para as crianças, mesmo com um sorriso, viver assim é uma tortura:

“Estou cansada, é tudo muito aborrecido. Não há nada na tenda. Temos de fazer fila em todos os lugares. Para tudo temos de fazer fila: para comer, temos de esperar na fila, para nos lavarmos temos de fazer fila…”, desabafa uma criança.

À falta de brinquedos, e para tentar afastá-las dos perigos, têm canetas e papel para desenhar e alguma imaginação por parte dos voluntários:

“Vejo muitas crianças a brincar no lixo. Por isso arranjámos-lhes canetas e papel. Brincamos com elas, isso fá-las felizes. É tão bom ver um sorriso nos seus rostos”, adianta o fotógrafo Rober Astorgano, um dos voluntários.

No campo de refugiados de Idomeni estão cerca de 13 mil refugiados. Treze mil pessoas que viveram dramas terríveis para aqui chegar e que, não compreendendo porque não os deixam seguir, começam a perder a esperança de ver a luz ao fundo do túnel.

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