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Civis fogem dos combates em Mossul

Civis fogem dos combates em Mossul
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Esta pode ser a batalha final para retomar a cidade de Mossul ao autoproclamado Estado Islâmico. Militares iraquianos, combatentes tribais sunitas, peshmergas curdos e os aviões da aliança internacional participam nesta ofensiva para tentar libertar o bastião dos terroristas no norte do Iraque que caiu nas mãos do Daesh em junho de 2014.

Makhmur, situada a cerca de 70 quilómetros a sudeste de Mossul, é uma das localidades que foi retomada ao ISIL. Agora serve de abrigo a milhares de famílias que fugiram da grande cidade para escapar ao jugo dos terroristas, numa altura em que o Daesh está a ser acossado em duas frentes. Um antigo complexo desportivo serve de abrigo temporário e o espaço é reduzido para albergar tanta gente.

Como mandam os costumes na região, os homens estão separados das mulheres. Cansados mas de alguma forma aliviados, descrevem à equipa de reportagem da euronews o horror em que viviam.

“O Daesh utiliza métodos repressivos brutais. Obrigaram-nos a usar barba, fomos proibidos de fumar e tínhamos de vestir roupas longas, como eles. Impuseram-nos um estilo de vida extremo e praticaram a discriminação racial. São um bando de terroristas indescritíveis” – explica um homem.

A intrusão do autoproclamado Estado Islâmico na vida das comunidades é extrema e nem no recato do lar as pessoas se sentem seguras. A opressão é permanente, como descreve uma mulher:

“Passávamos a maior parte do tempo em casa. Tínhamos medo de falar. Eles controlavam tudo nas nossas vidas. Obrigavam as mulheres a tapar a cara e os homens tinham de vestir roupas longas, como eles, e de ter barba. E se tivéssemos um problema em casa, um problema familiar, eles tinham a palavra final.”

O fluxo de deslocados apanhou de surpresa as autoridades locais que também foram surpreendidas pela ofensiva militar, uma vez que a preparação foi mantida em segredo.