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Mossul: Euronews na linha da frente

Mossul: Euronews na linha da frente
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Os peshmergas curdos estão na linha da frente da ofensiva para desalojar o autoproclamado Estado Islâmico de Mossul, a segunda maior cidade

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Os peshmergas curdos estão na linha da frente da ofensiva para desalojar o autoproclamado Estado Islâmico de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana. O repórter da euronews Mohamed Shaikhibrahim acompanha a operação integrado num pelotão de elite que controla uma posição a 1,5 km dos combatentes terroristas: chamam-lhe o “Posto Sultan Abdullah”.

Este posto avançado encontra-se nas proximidades de Sultan Abdullah, uma localidade que ainda se encontra nas mãos do Daesh. A progressão dos peshmergas tem sido frustrada pela tática utilizada pelos inimigos. Os jiadistas construíram uma rede de túneis que lhes permite moverem-se sem serem detetados pelos atiradores especiais. Além disso, armadilharam a localidade e o terreno circundante para evitar um ataque-surpresa. As trocas de tiros ocorrem sobretudo ao cair da noite. Durante o dia os tiros são esporádicos, apenas quando se vislumbram movimentos suspeitos.

Os peshmergas acusam os inimigos de utilizarem armas químicas. “Registámos o facto de que este fortim foi bombardeado com armas químicas e gases venenosos em pelo menos quatro ocasiões. Fizemo-lo na presença de peritos internacionais, com provas e documentos oficiais” – denuncia o brigadeiro Mohammed Assad.

Os soldados curdos estão preparados para estes ataques. Em agosto do ano passado os combatentes do Daesh utilizaram gás mostarda mas não se registaram vítimas. Os peshmergas receiam que este tipo de agressão se multiplique, com consequências que podem ser devastadoras. Os curdos conhecem o poder destas armas. Saddam Husseim não hesitou em recorrer ao seu arsenal químico para castigar este povo.

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