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TPI iliba vice-presidente do Quénia de crimes contra a humanidade

TPI iliba vice-presidente do Quénia de crimes contra a humanidade
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O Tribunal Penal Internacional anulou esta terça-feira, em Haia, na Holanda, as acusações de envolvimento em crimes contra a humanidade que pendiam sobre o vice-presidente do Quénia.

William Ruto, de 49 anos, era acusado, a par do jornalista Joshua Arap Sang, 40, de assassínio, perseguições e deportações durante a onda de violência ocorrida no Quénia após às eleições presidenciais de 2007 e que terá provocado mais de 1300 mortos e 600 mil deslocados.

A absolvição de William Ruto foi muito celebrada no Quénia, em especial na cidade onde reside Eldoret. O próprio Presidente Uhuru Kenyata, absolvida de acusação similar há pouco mais de um ano, enalteceu a decisão do coletivo de juízes internacionais.

Kenyata marcou, entretanto, uma celebração do fim das acusações contra os governantes quenianos para o próximo dia 16 de abril, no Estádio Afraha, em Nakuru. “Apelo a todos os quenianos de boa vontade para assistire a um serviço de agradecimento divino”, lê-se no Twiter oficial do Presidente do Quénia.

O advogado das vitimas considerou a decisão do TPI “dececionante” e Elizabeth Evenson, da organização não-governamental Human Rights Watch, lamentou a injustiça: “Esta decisão, neste momento, significa de facto para as vitimas da onda de violência pós-eleitoral ocorrida no Quénia em 2007 e 2008, e para os que foram deslocados de suas casas, que vão ficar sem qualquer perspetiva de justiça.”

O processo contra William Ruto pode não estar, contudo, terminado. O TPI admite poder haver recurso da decisão tomada esta terça-feira de absolvição do vice-presidente queniano, com uma decisão de 2 contra 1 entre o coletivo de juízes, ou até uma nova acusação.