Segunda troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia

Segunda troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia
De  Antonio Oliveira E Silva com AFP
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Teve lugar uma segunda troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia menos de um mês depois da libertação de Nadia Savtchenko.

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Dois ucranianos condenados na Federação russa a pesadas penas de prisão foram libertados e já chegaram a Kiev, onde foram recebidos pelo presidente Petro Porochenko.

O presidente da Ucrânia disse que o seu país iria continuar a trabalhar no sentido de conseguir a libertação de outros prisioneiros, ainda sob custódia russa, relembrando que se trata de cumprir com o que ficou decidido em Minsk:

“Continuaremos com os nossos esforços para libertar Alksander Kolchenko, Oleg Sentsov e todos os que se encontram nos territórios ocupados e no território da Federação Rússia.
Foi o que ficou decidido nos acordos de Minsk, acordos que provaram ser eficazes,” disse Petro Porochenko em declarações aos jornalistas, durante a receção aos dois ucranianos libertados.

Illegally imprisoned in Russia UA citizens H. #Afanasyev & Y. #Soloshenko returned 2 Ukraine https://t.co/ZKLAdYbzhGpic.twitter.com/qB9tqKEOjX

— MFA of Ukraine (@MFA_Ukraine) June 14, 2016

Yuri Solochenko, um reformado de 73 anos, tinha sido condenado em 2015 a seis anos de prisão por espionagem, depois de ter sido considerado culpado de tentar comprar peças de um sistema de defesa antiaéreo russo para ajudar a Ucrânia.

Guennadi Afanassiev, de 25 anos, foi detido na Crimeia em maio de 2014 ao mesmo tempo que o realizador Oleg Sentsov, e condenado a sete anos de prisão por terrorismo.

Esta foi a segunda troca de prisioneiros entre Moscovo e Kiev este ano. Dia 25 de maio, a piloto ucraniana Nadia Savtchenko foi libertada em troca de dois russos, acusados por Kiev de trabalharem como agentes secretos militares para o GRU russo.

Savtchenko, de 22 anos, cumpria uma pena de prisão de 22 anos por ter alegadamente ter fornecido informações ao exército ucraniano sobre o posicionamento de dois jornalistas da televisão pública russa, mortos em junho de 2014.

Cerca de 170 ucranianos continuam detidos na Rússia, na península da Crimeia ocupada pela Rússia e pelos grupos rebeldes do leste da Ucrânia, segundo o ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros (Assuntos Exteriores).

Elena Glishchinska e o filho, nascido durante o tempo em que esteve detida, e Vitaly Didenko, ambos jornalistas ucranianos, foram libertados por Kiev. Tinham sido acusados de separatismo.

Elena Glishchinska (Glishchinskaya em língua russa) disse, ao chegar a Moscovo, que não tinha qualquer intenção de iniciar um movimento separatista:

“O Governo ucraniano deteve-nos por ativismo relacionado com o movimento popular de Bessarabia. Um movimento de cariz cultural e nacionalista que nem tinha muito a ver com a política.
Mas as autoridades acharam que não se integrava na linha política governamental. Fomos vítimas de uma perseguição.”

IFJ Gender Council calls for the release of journalist Elena Glishchinskaya, arrested for separatism in Odessa, who gave birth last Thursday

— IFJ (@IFJGlobal) May 2, 2016

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