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Médicos Sem Fronteiras abrem mão de milhões em fundos europeus

Médicos Sem Fronteiras abrem mão de milhões em fundos europeus
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De  Nara Madeira
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Os Médicos Sem Fronteiras vão rejeitar todos os fundos vindos da União Europeia e dos Estados-membros, em protesto contra o acordo de contenção de refugiados e imigrantes assinado com a Turquia, que c

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Os Médicos Sem Fronteiras vão rejeitar todos os fundos vindos da União Europeia e dos Estados-membros, em protesto contra o acordo de contenção de refugiados e imigrantes assinado com a Turquia, que consideram “vergonhoso”. São dezenas de milhões de euros, em fundos europeus, de que a organização não-governamental abre mão:

“Os Médicos Sem Fronteiras denunciam, hoje, as políticas de dissuasão da Europa que são prejudiciais e a tentativa de continuar a empurrar as pessoas e o seu sofrimento para outros países. O acordo que a UE fez é o último de uma longa linha de políticas que vão contra os valores e os princípios que permitem que se ajudem as pessoas”, afirmou Jerome Oberreit, secretário-geral dos Médicos Sem Fronteiras.

Jerome Oberreit, MSF International Secretary General, explains why we will no longer seek #EU & Member State funds pic.twitter.com/Ti4f7ftA5O

— MSF International (@MSF) 17 juin 2016

Um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que a decisão da ONG não põe em causa os projetos humanitários em que esta está envolvida. Nem afeta o apoio da União Europeia aos refugiados na Turquia:

“Os Médicos Sem Fronteiras não são um parceiro de implementação da ajuda humanitária da UE na Turquia. A ONG não fez qualquer pedido de financiamento das suas actividades no país, pelo que a ajuda humanitária aos refugiados na Turquia não será afetada.”

Os Médicos Sem Fronteiras são uma das organizações mais relevantes na acção humanitária no Mediterrâneo e Grécia. Na última quarta-feira a sua embarcação terá resgatado 140 refugiados no Mediterrâneo. Entre eles 18 crianças. A ONG garante que a perda destes fundos não vai comprometer as suas operações.

None of our patients will be affected by this decision. We will use emergency funds to keep our projects running.

— MSF International (@MSF) 17 juin 2016

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