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As vítimas dos atentados ao aeroporto de Atatürk, em Istambul

As vítimas dos atentados ao aeroporto de Atatürk, em Istambul
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O triplo atentado que ocorreu no aeroporto de Atatürk, em Istambul, na última terça-feira, fez pelo menos 42 mortos e feriu mais de 230 pessoas. Para as autoridades turcas os ataques têm a assinatura do grupo Estado Islâmico, que não os reivindicou, mas que nunca assumiu a autoridade de nenhum atentado em solo turco.

A Euronews faz aqui a sua homenagem às vítimas de mais esta tragédia. Fazemos um retrato de algumas delas, para que nunca sejam esquecidas.

1 – Yusuf Haznedaroğlu: “A morte a 10 dias de se casar”

Funcionário do Aeroporto de Atatürk, Yusuf Haznedaroğlu, preparava-se para regressar a casa, à noite, depois de um dia de trabalho, quando ocorreu o ataque. Ia casar-se, dez dias depois. Estava quase tudo preparado para o grande dia.

“Ele estava em estado grave quando chegou aqui ao Hospital de Bakırköy. Depois morreu. É tudo o que sabemos. Estava à espera do autocarro, à porta do aeroporto, para voltar para casa. Os seus amigos ficaram feridos. Se tivessem ficado mais uns minutos lá dentro poderiam ter evitado o ataque. Ele ia casar-se daqui a 10 dias”, explica a madrasta de Haznedaroğlu.

2 – Umut Sakaroğlu, agente do serviço de fronteiras, 31 anos: “Se ele não tivesse agido o número de mortos podia ter sido muito maior”

Atacando de três pontos diferentes, disparando balas e lançando granadas, os terroristas tentavam mover-se para a área ou estavam agrupadas as aeronaves. Um deles conseguiu passar pelo scanner de segurança do aeroporto e chegar à área controlada pelos funcionários da alfândega. Umut Sakaroğlu também armado, parou o terrorista, disparando sobre ele. O terrorista, ferido, e não conseguindo avançar fez-se explodir fazendo uma dezena de mortos, entre eles Umut. Segundo testemunhos, se ele não tivesse agido o número de mortos teria sido muito maior”.

3 – Ertan An: “Ia ser pai dentro de três meses”

Intérprete e tradutor certificado, Ertan An era casado e tinha um filho. A mulher espera o segundo, está grávida de seis meses. Depois de fazer uma visita guiada foi deixar os turistas ao aeroporto e já não voltou para casa.

4 – Abdulhekim Buğda

Originário do Turquestão Oriental, e funcionário de uma subempreitada, da Turkish Ground Services (TGS), para a Turkish Airlines, Abdulhekim Buğda chegou a escrever nas redes sociais que estava bem, em segurança, no momento dos ataques. No entanto, no dia seguinte, a sua família foi recuperar o seu corpo ao hospital.

“Ontem, soubemos que tinha havido um ataque, mas não sabíamos que o Buğda trabalhava nesse dia. Vi o Facebook dele e já tinha publicado uma mensagem informando que estava em segurança. Foi aí que senti que precisava de ligar-lhe. De manha ficámos a saber que estava gravemente ferido. Quando chegámos ao hospital disseram-nos que já estava morto”.

5 – Göksel Kurnaz, também no lugar errado, à hora errada

Originária da cidade de Ordu, Göksel Kurnaz tinha ido ao aeroporto buscar o seu chefe que regressava de uma viagem ao estrangeiro. Acabou no meio das vítimas desta horrenda tragédia. para seu chefe.

6 – Zeynep Çizmecioğlu e Mahmut Çizmecioğlu, casados há 2 anos

Um jovem casal, casado há dois anos, que trabalhava no aeroporto.

7 – Murat Güllüce “Deixa quatro pequenas princesas.”

Güllüce, originário de Erzurum, no este da Turquia, era diretor de um hotel e era intérprete. Era casado e deixa quatro filhas pequenas, as suas princesas.

8-Hüseyin Tunç – 28 anos

Tunç era professor numa escola secundária. O seu pai morreu, quando ele tinha 5 anos de idade. Tinha três irmãos que estavam ao seu cuidado.

9- Gülşen Bahadır

Gülşen Bahadır, funcionária do aeroporto, foi morta por uma bala. Há uma semana tinha escrito nas redes sociais:

“Nunca lutei na minha vida. (…) Nem por algumas coisas, nem por mim nem pelos meus amigos. Eu nunca luto. E não é porque não tenha força. Eu escolhi resistir. Porque a luta e o combate nunca trouxe nada. Não há vencedores, só perdedores. A história está a repetir-se, por isso eu desisto de lutar. Falo da guerra física mas também da psicológica. Tento adaptar, conformar-me. Por vezes é a vida que me muda. As vezes dá-me coisas outras tira-mas, mas e sempre preciso encontrar o meio-termo. Mas não é lutando, eu vou deixando passar o tempo…”

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