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#Brexit: Candidatura de Gove leva Boris Johnson renunciar à liderança do Reino Unido

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De tão amigos que foram na campanha pelo “brexit, agora Boris Johnson, o ex-favorito à sucessão de David Cameron, e Michael Gove, o até há pouco visto como número 2 e agora candidato surpresa, já nem

De tão amigos que foram na campanha pelo “brexit, agora Boris Johnson, o ex-favorito à sucessão de David Cameron, e Michael Gove, o até há pouco visto como número 2 e agora candidato surpresa, já nem à mesma mesa se deverão poder sentar. Pouco depois do anúncio de candidatura de Gove na manhã de quinta-feira, Johnson enfrentou os meios de comunicação, mas não para se lançar também como esperado na corrida, mas sim para abandonar o barco.

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Depois do referendo de há uma semana em que o Reino Unido decidiu sair da União Europeia, o primeiro-ministro David Cameron, apoiante da permanência, anunciou a demissão — efetiva em outubro — e a corrida à sucessão começou, sabendo-se que o futuro líder do Partido Conservador será também o primeiro-ministro interino que irá liderar as negociações com Bruxelas de saída do bloco europeu. Neste particular, Boris Johnson, o antigo mayor de Londres e o principal rosto entre os Conservadores no apoio ao “brexit”, perfilava-se como o favorito, com o apoio de Gove, o atual ministro da Justiça.

Tomorrow's front page: BorisJohnson</a>&#39;s career has been shot to pieces by Brexit comrade Michael Gove <a href="https://t.co/J9S7oWsalK">pic.twitter.com/J9S7oWsalK</a></p>&mdash; The Sun (TheSun) 30 de junho de 2016

O esperado número 2 decidiu antecipar-se e deixar pendurado o “amigo”, o qual estaria a ter dificuldade em gerar consenso entre os camaradas. “O Boris é uma pessoa fantástica e impressionante, mas percebi nos últimos dias que é incapaz de juntar uma equipa e proporcionar união. Por isso, de forma relutante, mas firme, cheguei à conclusão de que, como alguém que argumentou desde o início de que nós devíamos deixar a União Europeia, eu tenho de avançar para a liderança do Partido Conservador”, anunciou Michael Gove.

Pouco depois, Boris Johnson surpreendeu os militantes Conservadores, colocando-se como mero peão neste confuso jogo de xadrez britânico. “O meu papel vai ser o de dar o apoio possível ao próximo executivo Conservador, garantir que vamos cumprir o mandato que nos foi dado pelo povo no referendo e defender a agenda em que acredito”, disse.

O Reino Unido parece, assim, à deriva uma semana após o referendo em que decidiu sair da União Europeia. Apoiante da permanência, o primeiro-ministro David Cameron anunciou a demissão, mas recusa ativar já o famoso “Artigo 50” do Tratado de Lisboa, preferindo deixar essa responsabilidade para o sucessor mesmo perante a pressão europeia. Só que agora também o principal rosto Conservador do “brexit” decidiu saltou fora do barco. Os “27” assistem, incrédulos, a esta tragédia “shakespeariana.”

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