Última hora

Sudão do Sul: Cessar-fogo frágil

Sudão do Sul: Cessar-fogo frágil
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Depois de quatro dias de confrontos mortíferos na capital do Sudão do Sul, Juba, entre as forças leais ao presidente Salva Kiir e os apoiantes do vice-presidente Riek Macha, os líderes militares apelam ao respeito do cessar-fogo.

O general Dau Aturjong Nyuol anunciou que as suas tropas não vão combater as forças governamentais.

“As forças sob o meu comando não combatem as forças governamentais, cessámos os ataques ao governo. É a vontade do povo do Sudão do Sul. O povo quer paz. Não queremos alimentar uma guerra insensata”, disse Nyuol.

Os confrontos dos últimos dias abrigaram pelo menos 36 mil pessoas a fugir da capital. A ONU está preocupada com a situação humanitária.

O Japão enviou três aeronaves C-130 para retirar de Juba uma quarentena de cidadãos japoneses que faziam parte da missão diplomático e de outras entidades nipónicas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu um embargo imediato às armas destinadas ao país, novas sanções contra os responsáveis pelos tumultos e o reforço da missão da ONU no país, nomeadamente com helicópteros de combate.

Estes confrontos põem em causa os acordos de paz assinados em 26 de agosto de 2015 e fazem recear um regresso aos massacres étnicos da guerra civil que assola o país desde dezembro de 2013, que fez várias dezenas de milhares de mortos e cerca de três milhões de deslocados.

A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.