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Forças norte-americanas abordam petroleiro sancionado ligado à Rússia e Venezuela no Atlântico Norte

O petroleiro Evana atracado no porto de El Palito em Puerto Cabello, 21 de dezembro de 2025
O petroleiro Evana atracado no porto de El Palito em Puerto Cabello, 21 de dezembro de 2025 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Além do petroleiro que operava sob bandeira russa e viajava no Atlântico Norte, os EUA apreenderam também um segundo navio no mar do Caribe. Casa Branca diz que navios fazem parte da "frota fantasma" da Rússia que contorna as sanções internacionais aplicadas a Moscovo.

As forças norte-americanas abordaram um petroleiro sancionado ligado à Venezuela e à Rússia no Atlântico Norte após persegui-lo durante semanas, disse uma autoridade dos EUA à agência Associated Press esta quarta-feira.

A Rússia enviou um submarino para escoltar o petroleiro vazio que os militares norte-americanos têm vindo a perseguir e do qual tentam apoderar-se há semanas.

Os Estados Unidos têm estado a perseguir o petroleiro, anteriormente conhecido como Bella 1, desde que este evadiu um bloqueio parcial dos EUA à Venezuela e frustrou uma tentativa da Guarda Costeira dos EUA de o abordar no final do mês passado.

Num comunicado nas redes sociais, o Comando Europeu dos EUA confirmou que o navio da Guarda Costeira americana "Munro" rastreou o navio antes da sua apreensão, "de acordo com um mandado emitido por um tribunal federal dos EUA".

O comando militar acrescentou que a apreensão apoiava a proclamação do presidente Donald Trump relativa à luta contra os navios sancionados que "ameaçam a segurança e a estabilidade do hemisfério ocidental".

Segundo as autoridades norte-americanas, o petroleiro faz parte de uma frota sombra que transporta petróleo para países como a Venezuela, a Rússia e o Irão, violando as sanções impostas pelos EUA.

Questionada sobre a apreensão, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o petroleiro apreendido estava ligado crimes de fuga das sanções aplicadas a Moscovo, fazendo parte da chamada "frota fantasma".

Leavitt informou que o Marinera estava sujeito a um mandado quando os EUA o apreenderam no Atlântico Norte, confirmando que o mandado se aplica à tripulação a bordo, que pode ser processada quando chegar aos EUA.

Os dados de localização da MarineTraffic, site de rastreamento marítimo de código aberto, mostraram a sua posição entre a Escócia e a Islândia, viajando para norte. A fonte também confirmou que o navio estava no Atlântico Norte.

Aeronaves militares norte-americanas sobrevoaram o navio e, na terça-feira, um avião de vigilância da Força Aérea Real ( das forças armadas britânicas) foi detetado em sites de acompanhamento de voos a sobrevoar a mesma área.

Em comunicado, o Ministério dos Transportes da Rússia afirmou que as forças norte-americanas abordaram o navio de bandeira russa fora das águas territoriais de qualquer Estado e que o contacto com o navio tinha sido perdido.

O ministério acrescentou que, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, "nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registados nas jurisdições de outros Estados". Os EUA não ratificaram a convenção, mas, de forma geral, reconhecem as suas disposições como direito consuetudinário.

Petroleiro sob bandeira russa

A Rússia enviara "um submarino e outros meios navais" para escoltar o petroleiro, noticiou o Wall Street Journal na terça-feira, citando funcionários do governo norte-americanos não identificados.

A CBS News disse que dois funcionários governamentais confirmaram "que a Rússia tinha enviado um submarino e outros navios da marinha russa" como escolta.

Na terça-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia disse que estava a "seguir com preocupação" a perseguição dos EUA ao petroleiro. O ministério disse aos meios de comunicação estatais, antes das notícias sobre a escolta, que o navio estava a navegar sob a bandeira russa e estava longe da costa dos EUA.

"Por razões que não são claras para nós, o navio russo está a ser alvo de uma atenção redobrada por parte das forças armadas dos EUA e da NATO, atenção essa que é claramente desproporcionada em relação ao seu estatuto pacífico", afirmou o ministério.

Desde que foi perseguido pela Guarda Costeira dos EUA, o navio mudou o seu registo para a Rússia, alterou o seu nome para Marinera e a tripulação do petroleiro terá pintado uma bandeira russa no mês passado.

Está sob sanções dos EUA desde 2024 por alegadas ligações ao Irão e ao Hezbollah.

Um segundo petroleiro apreendido no Mar do Caribe

As forças armadas dos EUA anunciaram depois, ainda esta quarta-feira, a apreensão de um outro petroleiro ligado à Venezuela no Mar do Caribe.

Forças dos EUA apreendeam "um petroleiro sem nacionalidade e sancionado, sem incidentes. O navio interceptado, M/T Sophia, operava em águas internacionais e realizava atividades ilícitas no Mar do Caribe", afirmou o Comando Sul dos EUA, responsável pela área, numa publicação no X.

Também a porta-voz da Casa Branca confirmou a apreensão do navio, informando que este estava a ser escoltado para os EUA por navios da Guarda Costeira norte-americana. Segundo Karoline Leavitt esta embarcação também fazia parte da "frota fantasma" que contorna as sanções internacionais aplicadas a Moscovo.

Os desenvolvimentos são os mais recentes na repressão do presidente dos EUA, Donald Trump, contra os petroleiros sancionados que vão e voltam da Venezuela.

Outras fontes • AFP

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