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Equipas ucraniana e norte-americana abordam "questões mais difíceis" nas negociações de paz em Paris, diz Zelenskyy

Pessoal dos serviços de emergência trabalha para apagar um incêndio na sequência de um ataque com mísseis russos em Kharkiv, 2 de janeiro de 2026
Pessoal dos serviços de emergência trabalha para apagar um incêndio na sequência de um ataque com mísseis russos em Kharkiv, 2 de janeiro de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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O novo chefe de gabinete de Zelenskyy disse, na quarta-feira, que "já existem resultados concretos", mas acrescentou que "nem todas as informações podem ser tornadas públicas".

As equipas de negociação de Kiev e Washington deverão abordar as "questões mais difíceis" das conversações de paz sobre a Ucrânia na quarta-feira, incluindo as relacionadas com o território, na sequência de um avanço nas negociações lideradas pela Europa, adiantou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.

Zelenskyy afirmou que as equipas dedicarão o segundo dia das conversações em Paris ao destino da central nuclear de Zaporíjia, ocupada pela Rússia, e ao controlo do território no leste da Ucrânia.

"Haverá outra sessão de negociações com os enviados do presidente dos Estados Unidos, e esta será já a terceira sessão deste tipo em dois dias", afirmou, numa publicação no Facebook.

"Serão discutidas as questões mais difíceis do enquadramento básico para pôr fim à guerra, nomeadamente as questões relacionadas com a central nuclear de Zaporíjia e os territórios."

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, à chegada para uma reunião com o seu homólogo cipriota, Nikos Christodoulides, no palácio presidencial em Nicósia
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, à chegada para uma reunião com o seu homólogo cipriota, Nikos Christodoulides, no palácio presidencial em Nicósia AP Photo

Zelenskyy sublinhou também que era importante que os aliados ocidentais de Kiev pressionassem Moscovo.

"A paz deve ser digna. E isso depende dos parceiros, se eles irão garantir a verdadeira disponibilidade da Rússia para pôr fim à guerra", afirmou.

Kyrylo Budanov, o novo chefe de gabinete de Zelenskyy e antigo espião de topo, afirmou, na quarta-feira, que "já existem resultados concretos", mas acrescentou que "nem toda a informação pode ser tornada pública".

Garantias de segurança

Na terça-feira, os líderes de quase 30 países ocidentais e os enviados dos EUA, da UE e da NATO anunciaram que tinham acordado garantias de segurança fundamentais para Kiev, enquanto procuravam apresentar uma frente unida a favor da Ucrânia, apesar das tensões em torno da operação militar dos EUA na Venezuela e dos planos do presidente Donald Trump para a Gronelândia.

O enviado dos EUA, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, representaram Washington nas conversações, num esforço para pôr fim a quase quatro anos de guerra na Ucrânia, desencadeada pela invasão total da Rússia em 2022.

Mas os combates não abrandaram naquele que é o conflito mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e a atual posição negocial de Moscovo está longe de ser clara.

Cimeira da "Coligação da Boa Vontade" em Paris, 6 de janeiro de 2026
Cimeira da "Coligação da Boa Vontade" em Paris, 6 de janeiro de 2026 AP Photo

França e Reino Unido confirmaram a sua intenção de enviar soldados para o território ucraniano após um eventual cessar-fogo, como parte de um pacote mais vasto de garantias de segurança para evitar a repetição de uma invasão russa, em larga escala, no futuro.

O compromisso foi assinado numa declaração formal pelo presidente francês, Emmanuel Macron, pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, no final de uma reunião da "Coligação da Boa Vontade", em Paris, na terça-feira.

"Posso dizer que, após um cessar-fogo, o Reino Unido e França vão estabelecer centros militares em toda a Ucrânia e construir instalações protegidas para armas e equipamento militar para apoiar as necessidades defensivas da Ucrânia", disse Starmer, no final da reunião.

Macron afirmou que a força multinacional será destacada "para longe da linha de contacto", no ar, no mar e em terra, para proporcionar a "garantia" necessária para que a Rússia não ataque novamente a Ucrânia. A Turquia participará na operação para prestar apoio marítimo.

Mas o líder russo, Vladimir Putin, tem afirmado repetidamente que não quer ver tropas da NATO em solo ucraniano.

"Quanto às garantias de segurança dos nossos parceiros europeus e dos Estados Unidos da América, estamos a discutir o continente, a proteção em terra, no ar, no mar, bem como uma via separada, a defesa aérea, o reforço do nosso exército e financiamento adicional para o pessoal", disse Zelenskyy aos jornalistas, na quarta-feira.

Questionado pelos jornalistas sobre quais os países que enviariam tropas para a Ucrânia no pós-guerra e como responderiam a um potencial novo ataque da Rússia, Zelenskyy indicou: "Não estou pronto para partilhar detalhes em resposta às vossas perguntas".

"Mas tudo isto já está em vigor, já foi trabalhado e existe um entendimento claro sobre o assunto. Mas quero que tudo seja aprovado legalmente pelos parlamentos dos países europeus, e de outros países do mundo, que fazem parte da Coligação da Boa Vontade. Assim que for aprovado, estaremos prontos para dar respostas abertas", afirmou.

Outras fontes • AFP

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