Líbia: A derradeira batalha por Sirte e o caos político em Tripoli

Líbia: A derradeira batalha por Sirte e o caos político em Tripoli
De  Francisco Marques com lusa, reuters, AP
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Forças armadas afetas ao governo de acordo nacional preparam-se para expulsar de vez os militantes do Estado Islâmico da cidade costeira no centro do país.

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As forças armadas do governo líbio de acordo nacional (GNA, na sigla inglesa) deram início este domingo ao que esperam ser a última ofensiva contra as posições ainda controladas em Sirte, na Líbia, pelas milícias aliadas ao grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico.

#UPDATE Libyan forces push into last IS-held areas of coastal stronghold Sirte https://t.co/Hw0PzXWM22pic.twitter.com/KLueinr6UZ

— AFP news agency (@AFP) 28 de agosto de 2016

(ATUALIZAçÃO: Forças líbias avançam para as últimas posições
mantidas pelo Estado Islâmico no bastião costeiro de Sirte.)

A operação de retomada da cidade começou em maio, mas só, após o recente apoio da força área norte-americana, a reconquista de Sirte parece possível.

Omar Al-Hisnawi, um dos soldados líbios integrados na operação, contou à Associated Press que “tudo o que resta agora aos combatentes do Estado Islâmico são duas áreas residenciais na cidade”. “Estamos a fazer progressos contínuos e a contagem decrescente para a decisiva batalha já começou”, acrescentou.

A fighter from Libyan forces allied with the U.N.-backed government is treated at a field hospital in Sirte, Libya pic.twitter.com/gI1iXMmUKS

— Reuters Africa (@ReutersAfrica) 28 de agosto de 2016

(Um combatente das forças líbias aliadas do governo apoiado pela ONU
é assistido num hospital de campanha em Sirte, Líbia.)

Cerca de 1000 soldados participam nesta ofensiva terrestre das forças do GNA, apoiado pelas Nações Unidas. Sirte está sob controlo das milícias afetas ao Estado Islâmico desde junho do ano passado, mas o “jihadistas” estarão em fuga.

Longe do campo de batalha, o caos político mantém-se no país. Embora, um dos membros que havia virado costas ao governo apoiado pela ONU, Ali Gatrani, tenha anunciado o fim do boicote, o executivo liderado por Fayez Seraj e sediado em Tripoli continua em dificuldades para conseguir unanimidade entre o povo e o parlamento criado no leste do país.

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