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Crise do euro e refugiados: O timing da extrema-direita na Europa

Crise do euro e refugiados: O timing da extrema-direita na Europa
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A extrema-direita está a avançar de forma muito expressiva na Europa e a arrecadar votos nas urnas. Até onde pode ir este fenómeno?

Os partidos da direita mais populista ou mesmo radical estão a conquistar terreno na Europa. A crise da zona euro e a problemática da chegada massiva de migrantes têm-se traduzido em vitórias eleitorais cada vez mais expressivas, seja em França, na Dinamarca, na Finlândia, na Eslováquia ou na Grécia.

O mais recente exemplo vem da Alemanha: a AfD arrecadou mais de 14% dos votos nas eleições regionais em Berlim. Este movimento, usualmente associado à extrema-direita, nasceu há apenas três anos e ambiciona tornar-se na terceira força política do país nas legislativas do próximo ano. A jornalista Valerie Zabriskie foi ao encontro da líder partidária e dos seus apoiantes: Como o avanço da AfD está a agitar a Alemanha.

O Insiders foi também até à Áustria. Há 16 anos, o FPÖ, da extrema-direita, integrava o governo austríaco, provocando uma onda de choque em toda a Europa. O partido ressurgiu e pode mesmo conquistar a presidência do país no final deste ano. Hans von der Brelie assinou a reportagem A Áustria prepara-se para um presidente de extrema-direita?.

O fenómeno do voto na direita radical como reflexo direto do sentimento de insegurança das populações não é novo. Mas agora está a ganhar uma dimensão que abarca vários países europeus. O Insiders falou com o politólogo francês Jean-Yves Camus, especialista em movimentos nacionalistas – “Os partidos de pura contestação podem precipitar-nos num abismo”.